Suor e Perda de Peso no Exercício Físico

É comum encontrar aqueles que acreditam que, durante a prática de uma atividade física, a perda de suor (sudorese) significa emagrecimento. Esta conclusão não é correta, já que, na verdade, a sudorese é um mecanismo para o controle da temperatura do corpo, por meio da perda de água.

É fato que a sudorese promove variação do peso corporal, pois há a perda de água. Entretanto, não se pode esquecer que para o processo de emagrecimento acontecer é necessário a redução de gordura. Assim, a realização de exercícios com os corpos cobertos de roupas pesadas ou enrolados em plásticos servem apenas para desidratar.

Vale ressaltar que a desidratação vem antes da sede, ou seja, ao sentir sede o indivíduo já está desidratado e, desta forma, pode apresentar baixo desempenho físico e problemas à saúde. Esta é a razão pela qual não podemos esperar a manifestação da sede para nos hidratarmos.

Durante a prática de exercícios, mesmo um grau leve de desidratação como 1%, 2% ou 3% do peso corporal podem prejudicar o desempenho físico. Já a perda excessiva de 5% do peso corporal pode reduzir a capacidade de esforço em aproximadamente 30%. Na prática, isto significa uma redução na qualidade dos treinos. A desidratação severa, redução de 10% do peso corporal, pode ser fatal, uma vez que o exercício nestas condições elevação rapidamente a temperatura do corpo e pode iniciar complicações provenientes do calor.

Enfim, já que o emagrecimento não acontece com a sudorese, pratique exercícios com roupas leves e não esqueça a ingestão de líquidos antes, durante e após o exercício físico.

Alimentação e exercício físico, qual a relação que existe na prevenção da Osteoporose ?

A osteoporose é uma doença caracterizada por diminuição da massa óssea, levando à fragilidade do osso e aumentando o risco de fraturas.

Os riscos que influenciam a manifestação da osteoporose podem ser relativos à pessoa (individuais) ou do ambiente que ela vive (ambientais).
São considerados fatores de risco individuais a história de casos de osteoporose na família, mulher branca, presença de escoliose, indivíduos magros, tipo constitucional pequeno e aparecimento prematuro de cabelos brancos.
Representam fatores ambientais o álcool e o cigarro, cafeína, sedentarismo, alimentação inadequada, múltiplos partos, ausência da menstruação por prática excessiva de exercícios, menopausa precoce, doenças no sistema endócrino e dieta rica em fibras, proteínas e sódio (diminuem a absorção de cálcio).

Embora alguns resultados sejam contraditórios, diversas pesquisas não deixam dúvidas quanto aos efeitos benéficos da atividade física sobre o tecido ósseo, tanto em indivíduos normais quanto na prevenção e tratamento da osteoporose. Os exercícios físicos, quando praticados nas fases de crescimento e de desenvolvimento, determinam ganho de 7 a 8% de massa óssea no indivíduo adulto, reduzindo consideravelmente os riscos de fratura na idade avançada.

Algumas pesquisas demonstraram que exercícios com carga de peso moderada como caminhadas, cooper, promovem aumento do conteúdo mineral nos ossos de mulheres na pós-menopausa. Ao contrário, observou-se que quando submetidas a exercícios físicos de baixa carga de peso como natação, que são satisfatórios no condicionamento cardiovascular, mas não promovem alteração no conteúdo mineral do esqueleto.
Além disso, também é comprovado que os exercícios físicos, com carga de peso moderada, ajudam na manutenção ou no ganho de massa óssea em mulheres na pós-menopausa.

Independentemente da atividade física praticada, indivíduos com maior força muscular e maior massa magra, podem possuir maior conteúdo mineral ósseo. A determinação de qual o tipo de atividade física seja a ideal para aumentar o pico de massa óssea na adolescência, ou mesmo mantê-la após a idade adulta, é muito importante para a prevenção e o possível tratamento da osteoporose, cuja incidência ocorre principalmente em mulheres pós-menopausadas.
Outro aspecto a ser considerado deve ser a associação do conteúdo mineral ósseo com a força muscular e a composição corporal, sugerindo que a prescrição de um treinamento que vise melhorar esses parâmetros pode ter um efeito benéfico no conteúdo mineral ósseo.

No enfoque nutricional a indicação de alimentos ricos em Cálcio como leite derivados e frutos do mar, bem como a adequada ingesta de Vitamina D, deve ser uma prática corrente no dia a dia das atividades em alimentação.Nutricionista Dra. Michele Trindade
Fontes:
– National Osteoporosis Foundation. Osteoporos Report. 1999; 5(2).
– Oscarino NM, Serakides R. Efeito da atividade física no osso normal e na prevenção e tratamento da osteoporose. Rev Bras Med Esporte. 2006; 12(3):165-168.
– Cadore EL et al. Efeitos da atividade física na densidade mineral óssea e na remodelação do tecido ósseo. Rev Bras Med Esporte. 2005; 11(6):373-379.

 

Nutrição dos atletas começou em Roma Antiga


Hoje em dia, ao ligar o rádio, ouvindo entrevistas de televisão ou em revistas da moda, sempre nos deparamos com orientações nutricionais para os mais variados fins. A alimentação dos aletas esta nessa lista e é uma das preocupações de quem pratica algum esporte e procura o melhor desempenho possível.
Em relatos históricos como De Alimentorum Facultatihus atribuído ao médico romano Galeno em dois D.C., existe um texto dedicado a considerações sobre a dieta de gladiadores.

Como resultado de inúmeras pesquisas desse assunto podemos estabelecer um quadro geral da alimentação desses “atletas”. Inicialmente é importante que saibamos da existência de um grupo denominado “Bestiari”, dedicados a luta com os animais e responsáveis pelo suprimento de carne a todos os gladiadores, sim, essa era a origem da carne oferecida nas refeições.

Outro aspecto relevante reside na altura, em torno de 168 a 170 cm, muito distante da imagem dos filmes clássicos, peso ao redor de 90 quilos, resultado da grande massa magra conseguida por muito exercício, principalmente de braços e pernas, existem descrições de que o braço que empunhava a faca ou espada teria um diâmetro em torno de cinco centímetros maior que o do lado oposto.

Alimentação de gladiadores:

Três refeições diárias.
Feijão em grande quantidade.
Cevada em forma de pães ou como acompanhamento de carnes
Frutas secas.
Bebidas como “suplementos”, a base de ossos moídos, cinzas de carvalho e mel de abelhas.

No dia anterior às lutas, de forma semelhante aos dias atuais, preparatórios às maratonas, existia um grande banquete, nesse caso, uma apresentação dos atletas com possibilidade de apostas nas lutas.

Fontes:
Dias Lopes; Paladar (13/06/2012) in O Estado de São Paulo
www.nutricaosaudavel.com.br, acesso em 20/07/2012