Adoçantes em alimentos industrializados, entendendo e conhecendo…

 

Quando for comprar um adoçante, leia o rótulo e conheça o tipo de edulcorante utilizado. Conheça a nova norma e recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre os edulcorantes, RDC 18/08, que mostra a redução do limite máximo de uso de sacarina e ciclamato em bebidas e alimentos; e a aprovação do uso de três novas substâncias: a taumatina, o eritritol e o neotame.
Essas três novas substâncias têm poder adoçante maior que as atualmente utilizadas e que o açúcar, não produzem sabor residual e não são metabolizadas, ou seja, são eliminadas pelo organismo da mesma forma como ingeridas. Elas podem ser consumidas por diabéticos, uma vez que não interferem na glicemia. Elas já são produzidas há bastante tempo, mas não têm sido utilizadas pela indústria em função de seu alto custo.
A taumatina é um adoçante 100% natural, extraído de uma fruta originária do Oeste Africano, de nome científico Thaumatococcus daniellii, com poder adoçante entre 1.300 e 3.500 vezes maior que a sacarose.
O eritritol é um poliálcool, duas vezes mais doce que a sacarose, em doses excessivas pode causar diarréia.
O Neotame é o adoçante mais potente que existe, sendo 8 mil vezes mais doce que o açúcar comum. Desenvolvido pela Nutrasweet, a partir da modificação da molécula do aspartame. Não apresenta gosto residual e possui sabor agradável. Ao contrário do aspartame; pode ser aquecido, oferecendo ao fabricante de produtos diet/light a flexibilidade de desenvolver formulações diversas entre alimentos e bebidas e; apresenta como uma das principais vantagens o fato de estar imune a qualquer restrição de uso, inclusive aos portadores de fenilcetonúria, diabéticos e mulheres grávidas ou lactantes.
Existe ainda a possibilidade de utilizar:
Lactitol: Adoçante não metabolizado pelo organismo, poder adoçante 40% menor que o açúcar
Sucralose: Adoçante derivado quimicamente do açúcar, não tem gosto ruim, possui poder adoçante 600 vezes superior ao   açúcar
Sorbitol:  Poder adoçante similar ao açúcar, utilizado ma indústria alimentícia pelo potencial de agregação de moléculas, tornando o alimento mais viscoso
Vale lembrar que os aditivos só poderão ser utilizados pela indústria quando estiverem explicitamente definidos em legislação específica, com suas respectivas funções, limites máximos de uso e categorias de alimentos permitidas.Diante de tantas dúvidas, resta a conclusão: tanto no consumo de açúcar ou no de adoçantes, a solução ideal parece ser mesmo a boa e velha moderação. Uma opção para quem quer abrir mão dos dois é utilizar a sucralose, um novo adoçante derivado da sacarose que não acarreta problemas e tem um sabor agradável; ou a frutose, tipo de açúcar que tem um poder adoçante muito maior que a sacarina.

Fontes
Swithers SE, Davidson TL. A Role for Sweet Taste: Calorie Predictive Relations in Energy Regulation by Rats. Purdue University, Behavioral Neuroscience. 2008;122(1):161–173. Artificial Sweeteners: No Calories … Sweet!. FDA Consumer Magazine. July-August, 2006
www.nutritotal.com.br; consultado em 31/03/2008
www.asbran.org.br. ;consultado em 31/03/2008
Nutricionista Anna Castilho in www.nutricaoclinica.com.br; consultado em 01/04/2008

Autora: Nutricionista Anna Castilho 

 

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