Ortorexia, diagnóstico clínico e tratamento

Os indivíduos com ortorexia dedicam grande parte de seu tempo no planejamento, compra e preparo de sua alimentação.
Dispõe de um autocontrole rigoroso diante de variedade de cardápios considerados errôneos e frente às  tentações da mesa.
Recusa a maioria absoluta dos alimentos incluídos em cardápios corriqueiros de restaurantes ou em casas de amigos.
Possui uma sensação de superioridade àqueles que se esbanjam nos pecados gastronômicos ou que encaram a alimentação como fonte de prazer gastronômico. Encaram o ato de alimentação como forma correta de nortear condutas de prevenção à doenças e estilo de vida.
Em alguns casos tornam-se apóstolos de um estilo de vida voltado a alimentação correta.

Como provável indício da ortorexia surge a macrobiótica, utilização exacerbada de alimentos orgânicos ou vegetarianos exclusivos e ortodoxos.
O consumo de frutas, legumes e folhas como fontes exclusivas de nutrientes pode indicar sintomatologia inicial da doença. “Idealmente, pessoas com ortorexia se alimentam de produtos vegetais biologicamente puros, sem conservantes, sem química, e recusam todos produtos animais e derivados de qualquer tipo”.

De acordo com a psicóloga, Suely Sales Guimaraes “os tratamentos dispensados devem ser de psicoterapia comportamental – cognitivo e de tratamento medicamentoso (psiquiátrico) com inibidores de recaptação da serotonina, a exemplo do que ocorre no tratamento do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)”.

FONTE: – ARARUNA, Fernanda – Revista Hebron Variedades – nº 21 – JAN/FEV-2006

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Ortorexia nervosa é a definição da obsessão por uma alimentação correta

 A palavra tem origem no grego no grego, em que orthós significa “correto, verdadeiro”, e oréxis quer dizer “apetite”.
Alguns trabalhos e publicações  do médico americano Steven Bratman relatam casos e considerações sobre o assunto,. de acordo com ele, a ortorexia surgiu como uma distorção da idéia de que a comida natural – muitos vegetais, cereais, nada de carne ou enlatados – é a melhor forma de alimentar o corpo e a alma.

O excesso de cuidados, com características patológicas, ocorre quando a preocupação com o alimento saudável compromete o prazer de comer, as relações sociais, o uso racional do tempo, o bom senso e quando a pessoa sente muita culpa, eventualmente, cede ao desejo de ingerir alimentos ‘não puros’ e transgride a dieta”, explica a psicóloga Suely Sales Guimarães, pesquisadora do Instituto de Psicologia da Universidade Federal de Brasília (UNB).

A denominação “Ortorexia nervosa” foi descrita pela primeira vez em 1997,
Ainda não encontramos códigos de inclusão desse diagnóstico nos manuais oficiais de classificação de doenças (DSM-IVr ou CID-10).

Ortorexia, a nova moda ao avesso!!!!

Cada vez mais encontramos pessoas preocupadas em excesso com o seu corpo, para esses podemos direcionar um diagnóstico: Ortorexia
Hoje em dia é difícil encontrar alguém que esteja 100% satisfeito com seu corpo. Uns comem que nem loucos e usam suplementos alimentares para engordar, na medida que imaginam a saúde relacionada com o peso.
Muitos tentam todos os regimes, de dietas da moda a técnicas milagrosas, tomam remédios e gastam horas em academias de ginástica para ficar com corpo de modelo.
Em todos os casos, a finalidade é sempre se mostrar perfeitos para o mundo, possuidores de corpos desejáveis.
Dessa forma, para muitas pessoas soa, no mínimo estranho, quando a estética perde a importância e o que vale é ser saudável. A busca por uma dieta totalmente benéfica ao organismo, perfeita e extremamente balanceada, ao contrário do que alguns pensam, pode sim se transformar em problema: basta virar obsessão. Nos próximos posts vamos à série ORTOREXIA