Taças de cristais e vinhos, o casamento perfeito

Wine Assortment
Com toda a certeza podemos dizer que esse casamento é para sempre.

Na verdade o vinho, além de harmonizar com a comida, incorporar o momento da refeição e do ambiente, precisa estar depositado em um copo perfeito.

Na história dos vinhos, é clássica a passagem na qual o barão Phillipe de Rothscild devolveu uma taça especial, recebida de presente de Claus Riedel, relatava que o formato desenhado “piorava” os vinhos de Bordeuax. Algum tempo depois, Claus entendeu que a taça seria perfeita para os vinhos da Borgonha, criando uma maior amplitude de produtos e conceitos.

O copo ideal passa longe, muito longe, dos de requeijão, começou a sua história nas canecas de estanho da época greco romana e caminha a passos largos para novos designs, maior resistência a choques e durabilidade e, em ações de marketing embasadas nos conhecimentos olfativos e gustativos, para novos formatos da borda.

A taça certa deve ser de cristal, quanto mais transparente melhor, muito fina e com uma haste que permita segura-la sem aquecer o conteúdo do bojo. A borda, deve permitir a evaporação dos aromas, o contato do vinho com o ar exterior e propiciar a facilidade de ser absorvida em goles  precisos.

Vinhos de Bordeaux – um pouco, muito pouco, para entender melhor

241_320-Bordeaux na sala vipA região de Bordeaux é famosa pelos vinhos clássicos e renomados, tanto em qualidade como em preços. Os nomes e rótulos famosos habitam o ideário de degustadores e fãs de um bom vinho, mas na maioria das vezes, pequenas dicas podem nos orientar em harmonizar o bolso e o paladar.

A região de Bordeaux produz anualmente quase 700 milhões de garrafas de vinho, distribuídos por inúmeros produtores e quase cinquenta denominações diferentes.

Classicamente os produtores podem ser divididos pela localização, margem direita ou esquerda do rio Gironde. Nesse aspecto os famosos Margaux, Lafite e Mouton ficam na margem esquerda, enquanto os renomados Pétrus, Cheval Blanc e Ausone do lado oposto, margem direita.

Outro ponto diferencial e a uva de corte, no lado direito predomina a uva Merlot, enquanto que no esquerdo a Cabernet Sauvignon é a preferida. Outras uvas podem ser mescladas a critério dos enólogos e administradores dos vinhedos, as mais utilizadas são Cabernet Franc, Petit Verdot  Malbec e também a famosa Pinot Noir, lógico em casos selecionados e inusuais.

Os vinhos dessa região podem ser guardados por muitos anos, envelhecidos e valorizados no paladar, mas as vezes um cuidado maior é necessário, observando que já podem ser tomados dois anos.

Queijos e vinhos, como combinar ?


Eles são os personagens de filmes famosos, ingredientes de grandes jantares, participantes de encontros entre amigos e namorados ou companheiros de um momento de prazer pessoal.
Existem regras clássicas de escolha e harmonização, no entanto, independente de normas rígidas, a melhor escolha é aquela que pede uma segunda mordida ou satisfaz a fome.
Algumas combinações em medo de errar:

Queijos de mofo branco (vaca)
Brie, Camembert
Brancos frutados: Sauvignon Blanc; Semilon
Tintos delicados: Pinot Noir; Gamay

Queijo de mofo branco (vaca e cabra)
Mi – Chévre
Vinhos frutados e aromáticos: Chardonnay; Sauvignon Blanc
Tintos leves e delicados: Pinot Noir; Merlot

Queijos tipo Gorgonzola e Roquefort
Doces naturais ou adocicados pela colheita tardia: Porto, Sauternes

Queijos com Olhaduras
Emmental, Gruyére, Maasdan
Brancos Secos: Chardonay; Riesling; Sauvignon Blanc
Tintos Leves: Carmenére; Merlot
Espumantes: Brut

Amarelos Suaves:
Saint Paulin, Tilsit
Brancos Frutados: Chardonay
Tintos macios: Malbec; Cabernet Sauvignon

Amarelos Duros
Parmesão, Pecorino
Brancos Secos: Riesling
Tintos encorpados: Syrah, Cbernet Sauvignon,  Nebiolo

Fontes:
Guia de Queijos, Polenghi; 2012
Enciclopédia Larousse dos vinhos, 2009
www.nutricaosaudavel.com.br, acesso em 20

Vinho e água, consumir intercalados ou misturados, como em Roma antiga ?

A água e o vinho sempre caminharam juntos. Os simples bebedores e apreciadores do vinho e a totalidade dos enólogos, sempre indicam uma hidratação abundante intercalada com as taças de vinho.
Os mais puristas preferem a água natural, muitos toleram as gaseificadas, colocando alguns reparos nas com gaseificação artificial ou de forte intensidade.
O consumo de líquidos é uma necessidade do corpo humano para o seu adequado funcionamento, com o consumo de álcool, as ações metabólicas e excretoras dos rins e do fígado, sofrem um aumento importante e, a agua faz parte de todo o processo de incorporação dos nutrientes e eliminação das escórias.
Do ponto de vista prático serve, para reduzir a ressaca, a intolerância do sistema digestivo e da dorzinha de cabeça que pode acompanhar o consumo excessivo de vinho e dos taninos que o acompanham.

No império romano, a bebida também contava com cerimonial e material específicos. Uma peça fundamental da comissatio – etapa do jantar dedicada à bebida- era a cratera, vasilha em que o vinho era misturado à água quente. Esse hábito foi herdado dos gregos, que consideravam a ato de beber vinho puro uma característica dos bárbaros, em oposição aos homens “civilizados”.
O costume, gastronômico, social e medicinal buscava a evitar a embriaguez, uma vez que o elevador teor alcoólico doas vinhos de então chegava a ser de 16% a 18%.
Segundo uma teoria de historiadores, a decadência da aristocracia romana ocorreu, em parte, em razão do envenenamento causado por chumbo – o metal integrava o revestimento dos utensílios de cozinha utilizados pela elite, principalmente nas taças de vinho e sucos de frutas.
Após  as invasões bárbaras e a maior internacionalização da cultura romana, o convivium  sofreu inúmeras alterações, na época medieval, final do império, as cerimônias começaram a reservar ao consumo das bebidas alcoólicas um papel mais central e ritual, associando poder, religião e conotações políticas ao consumo do vinho regional.

Você sabe retirar a rolha da Champanhe?

Alguns relatos de historiadores comentam que o verdadeiro cavalheiro deveria saber retirar a rolha de uma garrafa de champanhe coma movimentação semente de uma mão e no escuro, certamente um atributo machista, mas um grande assunto em uma conversa de botequim ou de enamorados.
Inicialmente devemos retirar o envoltório  metálico que cobre a tela e a rolha. A tela, que esta presa, deve ser retirada com movimento anti horário, os mais experts afirmam que devem ser seis voltas!!!

A garrafa deve ser posicionada em 45 graus, para evitar que a rolha bata na sua boca ou nariz, ou pior, que parte do delicioso líquido Se perca, muito parecido com as comemorações de formula 1.

A rolha deve ser segura com a movimentação do dedão e do indicador, a partir dessa parte, a garrafa deve ser movimentada e girada de forma regular e no mesmo sentido.

Estourar a rolha, atingindo uma luminária, a parede da sala ou um espectador, nem pensar..

Rolhas dos vinhos, o segredo esta na tampa.

A rolha é um produto vegetal, sendo extraída de uma arvore chamada de Sobreiro. Países, como Portugal, Itália e Espanha são os maiores produtores, sem duvida, relacionado à necessidade de suprir a produção do vinho.

As rolhas proveem da casca das árvores. Em um processo antigo, mas certamente atrelado aos modernos conceitos de sustentabilidade, a cada nove anos, a arvore é “descascada”, retirando-se uma grande lamina de material, que depois de tratamento industrial e químico, se transforma nas rolhas das bebidas, principalmente vinhos.

As rolhas podem sofrer processos de degeneração ou de contaminação por fungos, com um aroma de mofo característico, chamado no mundo da enologia de bouchonnée.

Em muitos restaurantes existe a prática de apresentar a rolha ao cliente após a abertura da garrafa. Muitos enólogos e bebedores experientes avaliam a consistência, aspecto geral e aroma da rolha, no entanto, segundo historiadores, a apresentação da rolha servia no passado para a prova de que o vinho era de determinado produtor, com o nome escrito na rolha. Essa forma de apresentação era uma ferramenta comercial para evitar a utilização de vinhos artesanais e sem qualificação de origem, nas estalagens e pequenos restaurantes da França.

Alguns produtores já utilizam rolhas plásticas para vedação das garrafas. Segundo eles, possuem boas características em impossibilitar vazamentos, exclusão de Oxigênio e são isentas de contaminação por fungos.
Os vinhos chamados jovens, já começam a receber rolhas de plástico ou tampas rosqueadas, podendo anunciar uma tendência futura. Vamos beber para ver e crer…

Harmonizando tomates com vinhos

O tomate, de forma diferente de outros vegetais, como alcachofras, pimentas e rúculas e produtos como chocolates, não possui dificuldade em harmonização com os vinhos.

O ponto principal é a escolha por vinhos mais ácidos, para manter uma harmonia com a acidez dos frutos ou dos molhos.

A procura nos rótulos deve focar uvas e vinhos com as denominações de Sangiovese, Barbera e Nero de Avola, típicos vinho tintos italianos.

Vinho brancos pode também harmonizar de forma satisfatória, nesse caso a procura deve ser por uvas sem madeira, frutadas e de acidez leve. Os melhores vinhos são os Sauvignos blancs, Pinot Gris e Rieslings secos.