Licopeno e tomates, onde mora a verdade?

O tomate e seus derivados são a mais rica fonte de licopeno entre os alimentos consumidos pela população mundial em geral. Este fruto, da família das Solanáceas, apresenta altos níveis deste componente, que aparentemente tem sua disponibilidade aumentada com o processamento e aquecimento do tomate.

O licopeno é disponível, pela alimentação, através de uma lista pequena de frutas e vegetais, ao contrário do que acontece com outros carotenoides.

O consumo do tomate contribui para uma dieta saudável e bem equilibrada, é importante fonte de minerais, vitaminas, aminoácidos essenciais, açúcares e fibras dietéticas, possui também grandes quantidades de vitaminas B e C, ferro e fósforo.
Consomem-se os frutos do tomate frescos, em saladas, ou cozidos, em molhos, sopas e carnes ou pratos de peixe. Podem ser processados em purês, sucos e molho de tomate (ketchup).

Hoje se sabe que o licopeno presente nesta fruta é o responsável por sua função antioxidante. Este fitoquímico, encontrado no tomate e em outras fontes de alimento, é tido como o carotenóide que possui a maior capacidade seqüestradora de radicais livre.
O Tomate e seus produtos alimentícios derivados contribuem com pelo menos 85% do licopeno proveniente da dieta em humanos. Os restantes15% são normalmente obtidos do melão, “grapefruit”, goiaba e mamão – todos estes frutos são fontes dietéticas de licopeno, porém em níveis muito inferiores ao tomate.

Tipo de Alimento Quantidade (mg por 100g)
Goiaba Fresca vermelha 5,4
Tomate Fresco vermelho 3,1-7,7
Suco de Tomate 7,83
Pasta de Tomate 30,7
Grapefruit Fresco vermelho 3,36
Melão Fresco vermelho 4,1
Ketchup 16,6
Molho de Pizza 32,9
Molho de Espaguete 17,5
Papaia fresco 2,0-5,3

(USDA, 1998; Human Nutrition Research Center, 1998;
Hadley CW,2002; Mangels AR,1993)
        

        A fruta crua de tomate apresenta, em média, 30mg de licopeno/kg do fruto; o suco de tomate, cerca de 150mg de licopeno/litro; e o ketchup contém em média 100mg/kg do produto (Stahl, 1999). O licopeno presente nos tomates varia conforme o tipo e o grau de amadurecimento do fruto.

 O tomate vermelho maduro contém maior quantidade de licopeno do que de beta- caroteno, sendo responsável pela cor vermelha predominante. As cores das espécies de tomate diferem do amarelo para o vermelho alaranjado, dependendo da razão licopeno/beta-caroteno da fruta.

O consumo de alimentos ricos em licopeno, assim como uma maior concentração de licopeno no sangue, foi associado a um menor risco de câncer, principalmente de próstata. A evidência de uma menor chance de câncer também é muito forte para cânceres de pulmão e estômago, e sugestiva para cânceres cervical, colo-retal, de mama, da cavidade bucal, do pâncreas e do esôfago.

O consumo de licopeno também está sendo inversamente associado com risco de infarto do miocárdio.
A oxidação da molécula de LDL é o passo inicial para o desenvolvimento do processo aterogênico e conseqüente doença coronária, embora exista um limite na evidência de que uma suplementação de licopeno possa reduzir os níveis de LDL-colesterol.

Para finalizar, parece que o consenso internacional fixa que o valor de 35mg/dia seria uma ingestão média diária apropriada deste antioxidante.

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