O manejo da obesidade no Império Bizantino

Quando João VI Cantecuzenus, imperador de Bizâncio entre 1347 e 1345, abdicou e tornou-se monge, escreveu as suas memórias, que ficaram registradas no livro Historiae Byzantinae do qual ressaltamos o seguinte relato: “Gavelas, um nobre rico do império, teve problemas para casar com a sua prometida que o rejeitou  por achá-lo gordo e flácido. O noivo, desesperado e inconformado, mandou vir da Itália um médico famoso que lhe cobrou uma grande soma. Sob a orientação desse médico, Gavelas abandonou todos os seus afazeres e responsabilidades para dedicar-se exclusivamente a seguir suas instruções: banhos, drogas energéticas e purgativos, exercícios e uma dieta restritiva. Ele perdeu peso, enfraqueceu, porém conseguiu casar-se com a sua amada”.

Os médicos bizantinos descreviam a obesidade como conseqüência de uma dieta farta, falta de exercícios e mudanças de humor. Ao obeso era recomendada uma dieta rica em vegetais, frutas, peixes e aves, e proibidas carnes vermelhas, os crustáceos, pão, queijo e vinho. Os exercícios e os banhos termais eram mais recomendados, pois faziam suar e, com isso, contribuíam para a perda de peso.

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