Aromas, infância e prazer na alimentação

Classicamente sabemos que possuímos cinco sentidos: visão, audição, tato, paladar e olfato. Com esses sentidos efetivamos todos os relacionamentos com o mundo que nos cerca.
Com exceção do olfato, todos os demais possuem escalas de intensidade que são filtradas pelos receptores, sendo racionalizadas, decodificadas e respondidas de forma imediata. O olfato, por meio dos aromas que penetram pelo epitélio nasal, estabelece relação direta com as memórias e experiências passadas.

Um aroma é formado por duas partes: sabor e odor. O sabor é identificado pelas papilas gustativas e possui cinco bases: doce, salgado, azedo, amargo e umami. O odor é muito etéreo sendo sentido no momento que as suas moléculas entram em contato com o bulbo olfativo
O aroma e as sensações despertadas com a sua interação nos alimentos, promovem inúmeras ações na culinária e na gastronomia, são elas que estimulam as ideias criativas em novas receitas e preparações culinárias
O melhor exemplo é o aroma de pão fresco, bolo assando ou de um assado no forno, preparando um jantar familiar, e nos remetendo a momentos e situações antigas.

Desta forma, certamente o aforisma de que a nossa memória culinária esta grandemente embasada no que comemos na infância, possui um forte componente nos aromas felizes e “saborosos” do que já comemos.

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