Obesidade na arte e na história chegando no controle remoto

Adão e Eva, personagens bíblicos, presentes na história da criação do mundo, não resistiram à tentação. Eva comeu a maçã, proibida. Desde então, fala-se por aí, que por causa desta fruta, também nascemos pecadores e, por isso, não vivemos no paraíso. Será que eu engordei por causa disso? E você, porque está gordo?
Pecadores ou não, é provável que a obesidade seja a doença metabólica mais antiga. Pinturas e estátuas em pedra com mais de 20 mil anos já representavam figuras de mulheres obesas. As mesmas evidências de obesidade foram vistas em múmias egípcias, pinturas e porcelanas chinesas da era pré-cristianismo, em esculturas gregas e romanas e, mais recentemente, em vasos dos maias, astecas e incas na América pré-colombiana.

Dois tipos de obesidade – glútea e abdominal – são representados em diversas pinturas e esculturas da Idade da Pedra que foram encontradas nos mais diversos lugares da Europa. A obesidade do tipo glútea é a que prevalece na arte da Idade da Pedra na França, Espanha, Creta, Iugoslávia, Checoslováquia e Ucrânia. Em contraste, a obesidade do tipo abdominal foi encontrada na Áustria (Vênus de Villendorf) e Romênia. A obesidade visceral parece estar mais associada aos povos com fartura de alimentos e maior sedentarismo, estando sempre mais ligada a enfermidades, enquanto a obesidade glútea estaria mais relacionada a um temporário armazenamento de energia para garantir a sobrevivência do indivíduo e da espécie, e não parece estar relacionada às enfermidades.
A arte da Idade da Pedra nos dá um vislumbre dentro da emergente situação da humanidade daquela época, permitindo-nos avaliar através dela – e não da escrita, que não existia – as modificações sofridas durante o fim da era neolítica, quando a sociedade iniciou as mudanças centradas numa paulatina urbanização e agricultura organizada, fatores estes que certamente tiveram um impacto na dieta, na atividade física e no conseqüente aparecimento da obesidade.

Desde o momento em que Deus criou o céu e a terra, teve início a jornada de poupança de energia. Os principais marcos desta economia metabólica foram: a invenção da roda, a aradura da terra e a cultura dos cereais, que poupou o homem da caça e da procura de alimento, a utilização de animais domesticados para a tração e o transporte e, mais recentemente, a invenção da máquina a vapor, do motor elétrico, do transporte automotivo, da automação e robotização, tudo culminado no uso, em nossos lares, deste pequeno e fantástico aparelho poupador de energia músculo-calórica, o controle remoto.

 

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