Azeite, histórias e verdades


O azeite é muito citado na história da humanidade, contam os gregos que na disputa pelas terras do que é hoje a cidade de Atenas, o deus Possêidon fez brotar, com um golpe de seu tridente, um belo e forte cavalo e que a deusa Palas Atenas trouxe uma oliveira capaz de produzir óleo para iluminar a noite, suavizar a dor dos feridos e ser um alimento precioso, rico em sabor e energia. Já os italianos contam que Rômulo e Remo, descendentes dos deuses e fundadores da cidade de Roma, viram a luz do dia pela primeira vez debaixo dos galhos da oliveira.

O fato é que o azeite esta incorporado na alimentação do homem há muito tempo. Segundo conta a história, a oliveira tem origem entre o sul do Cáucaso, nos altos planos do Irã e no litoral mediterrâneo da Síria e Palestina. Mais tarde, expandiu-se para o todo a região banhada pelo mar mediterrâneo

Vestígios das oliveiras são encontrados em restos fossilizados na Itália, no Norte da África, pinturas em rocha nas montanhas do Saara Central, com origem entre quinto e segundo milênio AC, em relevos e relíquias da época minóica em Creta (3.500 AC), além das granalhas trançadas de oliveira vestidas por múmias da XX Dinastia do Egito.

O azeite não era usado somente como alimento pelos povos antigos, mas também para iluminar. Lamparinas eram abastecidas com azeite para iluminar os edifícios de muitos povos da antiguidade.
Os exércitos romanos transportavam mudas de oliveiras, propiciando a cultura desse vegetal nas regiões conquistadas, uma estratégia de ocupação e viabilização das fontes nutricionais ao longo dos anos de ocupação.

 

 

 

 

Azeite de Oliva, sob a ótica do bom e mau colesterol

O azeite extra-virgem é reconhecido pelo FDA – Food and Drug Administration -, como um alimento com características funcionais pela composição principal em gordura monoinsaturada e antioxidantes naturais.
Enquanto os outros óleos são produzidos a partir das sementes, o azeite é o único óleo extraído da fruta (azeitona), possui gordura monoinsaturada em quantidade superior a gordura polinsaturada e saturada, vitaminas, antioxidantes e minerais, além de ser fonte de vitamina E.

O azeite de oliva é rico em gorduras monoinsaturadas, com ação metabólica na elevação do HDL (colesterol “bom”) e na redução  do LDL (colesterol “ruim”).
As principais recomendações clínicas em nutrição indicam que cerca de 20% das calorias diárias consumidas por uma pessoa devem vir da gordura monoinsaturada, 10%, da poliinsaturada e até 7%, da saturada.
No caso de diabetes, a substituição de gordura saturada e do carboidrato pelo azeite (gordura monoinsaturada) melhora a resistência à insulina e conseqüentemente diminui a glicemia.

 

Azeite de Oliva na redução da gordura abdominal….

Uma dieta rica em azeite extra virgem diminui os maiores fatores de risco para doenças cardiovasculares, diabetes, gastrites, hipertensão, dores, osteoporose e até mesmo câncer. Um estudo coordenado por cientistas europeus acaba de apontar um novo benefício do “ouro líquido: o azeite impede o acúmulo de gordura na região abdominal, ou seja, combate a indesejável “barriga”. Uma pesquisa publicada na revista Diabetes Care, da Associação Americana de Diabetes, comprovou que a ingestão diária de uma quantidade mínima de azeite evita a formação de gorduras na região visceral, aquela que se forma na cintura.

A pesquisa realizada por especialistas do Hospital-Universidade Reina Sofia e Instituto Salud Carlos III, da Espanha, e Universidade de Cambridge, da Inglaterra acompanhou pacientes com gordura abdominal acumulada que receberam, por um período de 28 dias cada, três tipos de dietas: uma baseada em gordura saturada (gordura animal), a segunda com monoinsaturada (óleo de oliva) e a última com carboidratos. A conclusão da pesquisa foi que uma dieta rica em gorduras monoinsaturadas retrai a distribuição da gordura na região da barriga.
Ao consumir o azeite extra virgem, estamos ingerindo 77% de gordura monoinsaturada, 14% de saturadas e 9% de polinsaturadas, o que torna o óleo mais saudável em relação aos outros.

Azeites, combinando aromas, e sabores de acordo com o tipo de azeitona

Os óleos extraídos das azeitonas, possuem diversas características gustativas  definidas pelo tipo da fruta, conduzindo à preparação ou finalização de diversos pratos.

 De acordo com o solo de plantio, tempo de insolação e técnicas de conserva, o sabor das azeitonas se altera, conhecer algumas características desses frutos pode fazer a diferença no preparo de diversos pratos.

Arbequina:
sabor adocicados
Harmonização: frutas, peixes e saladas

Hojiblanca:
sabor picantes leve
Harnonização: carnes vermelhas, massas e molhos leves

Frantoio:
sabor herbáceo
Harmonização: bruschetas, bacalhau e tempero de peixes, mixado com ervas criando molhos básicos (pesto…)

Koroneiki:
sabor amargo e picante
Harmonização: carnes vermelhas, massas encorpadas e de molho forte

Origem
Itália: Frantoio
Grécia:  Koroneiki
Espanha:  Arbequina e Hojiblanca

 

Azeite, como avaliar?

O consumo de azeite sempre fez parte do cotidiano dos povos que habitavam ao redor do mar mediterrâneo. Hoje, com o mercado globalizado, o consumo esta presente nos mais variados locais do planeta.
Há alguns anos, na continuidade dos trabalhos científicos sobre doenças do coração, o azeite foi ungido a categoria de grande amigo do coração. Os trabalhos atribuem ao consumo do azeite a redução do colesterol e prevenção de inúmeras doenças.
Nesse aspecto, o azeite extra virgem seria o grande campeão, possui a gordura boa, monoinsaturada e possui ainda os antioxidantes naturais, quando os processos de extração do óleo preservam as características desses antioxidantes…
Como escolher um bom azeite?
O consumidor brasileiro erroneamente identifica o bom azeite quando ele tem no rótulo a indicação extravirgem, quando mais ácido melhor!!!
Mas procura tambem uma coloração esverdeada e um aroma marcante.
Grande engano, a característica de ter mais ou menos antioxidantes nada tem a ver com aroma ou cor. Esse é um artificio dos importadores ao léu do gosto dos consumidores.
O bom azeite pode ser translúcido e sem aroma, somente tendo um grau de acidez acentuado.
Não pode ser armazenado por mais de um ano após a fabricação e deve ser guardado em locais com baixa exposição à luz
Bom apetite