A carne de porco mudou para carne suína, ganhou receitas modernas e conquistou a gastronomia.

A carne suína é a carne mais consumida no mundo, algumas publicações citam que atinge 40% do total das carnes, muito mais que a carne bovina ou de frango.
No aspecto econômico o fator mais decisivo é o custo de produção e a logística de distribuição. No enfoque nutricional encontra inúmeros defensores, entre as razões para isso, esta o fato de ser excelente fonte de proteína, ferro, potássio e vitaminas do complexo B.
No Brasil, no decorrer da primeira metade do século passado, a gordura dos suínos (banha) era utilizada como fonte de energia e no preparo e conservação de alimentos. Por esse motivo, naquela época, eram considerados suínos de qualidade os animais que produziam grandes quantidades de gordura.
A chegada dos óleos vegetais há mais de cinco décadas e mais recentemente a intensificação das restrições médicas ao consumo de gorduras e colesterol, exigiram uma mudança no perfil da produção de suínos, pois a partir daí carne suína de qualidade passou a ser a que apresentasse baixo teor de gordura.
Um dos mais importantes fatores de aumento do consumo foi constatado nos pontos de venda, os frigoríficos começaram a produzir e comercializar a carne suína em cortes nominalmente semelhantes a tradicional carne bovina. Nas prateleiras dos supermercados encontramos picanha, maminha e file suíno, estimulando o consumo e propiciando receitas mais criativas.
Outras atividades de marketing da carne suína é a comparação nutricional entre os diversos cortes. Muitas publicações médicas e de nutrição começaram a comparar e desmistificar a carne suína como grande fonte de gordura. Alguns cortes semelhantes aos bovinos possuem muito menos gordura e maior quantidade de minerais, pontos a favor da carne suína.

Consumo excessivo de carnes em “dietas de proteínas” pode ser repelente sexual.

Já existem vários estudos relacionando os odores do parceiro ao desejo sexual. Alguns muito interessantes ressaltam que homens em utilização das famosas dietas de restrição total de carboidratos e abuso de proteínas exalam cheiros considerados repelentes às parceiras.
Em estudos comparando homens com dieta de restrição de carboidratos versus homens com dietas vegetarianas, o suor axilar, dos carnívoros, avaliado por mulheres, foi mais repugnante e repelente sexual do que o suor dos vegetarianos.
As causas relacionam principalmente com a produção de cetonas, resultado final do metabolismo das proteínas, que são eliminadas no suor e na urina. Existem também referencias ao hálito cetonico no grupo carnívoro.
No entanto, para os vegetarianos o sucesso sexual não é total, todos conhecemos os hálitos decorrentes do consumo de alho e cebola…

Carne na alimentação das crianças e gestantes, importante e necessária !!

Para o crescimento das crianças, minerais como ferro, zinco e selênio, bem como vitaminas do complexo B, são fundamentais e a carne é uma excelente fonte nutricional. Além do que as crianças durante o crescimento necessitam de proteínas. As proteínas são fontes de aminoácidos que constituem a base do crescimento, podendo ser exemplificadas como os tijolos de uma construção. A carne bovina, como os demais alimentos de origem animal, são as principais fontes de proteínas de alto valor biológico, ou seja, proteínas que fornecem todos os aminoácidos essenciais para o crescimento. Os aminoácidos essenciais são aqueles que nosso organismo não consegue sintetizar a partir de outros e, a sua falta pode levar a graus importantes de desnutrição. 

 Não há qualquer contra-indicação para o consumo de carne em gestantes, outra grande duvida da população geral. Na gestação é importante uma alimentação completa para permitir o crescimento adequado do feto, que por sua vez, também necessita de grandes quantidades protéicas. A carne é um dos principais alimentos que fornecem as proteínas e aminoácidos essenciais para o crescimento fetal.

 

Quanto devemos comer de carne por dia?

A freqüencia de consumo da carne bovina depende mais dos hábitos alimentares que de uma recomendação nutricional. No Rio Grande do Sul, a carne faz parte dos hábitos alimentares diários da população, que em geral come carne pelo menos uma vez por dia,

Em regiões como a Norte e, mesmo a Nordeste do Brasil, o peixe é mais consumido que a carne bovina. O importante é que se consuma uma alimentação variada, com alimentos de diferentes origens, permitindo uma diversidade de nutrientes, sem restrições que possam interferir numa alimentação completa.

 Um ponto favorável à carne brasileira é a diferenciação com a gordura entremeada, típica da carne argentina e Uruguaia, grande parte da carne vendida no Brasil possui pouca gordura entremeada, sendo a gordura externa facilmente removida no momento do preparo.

 Existem muitos trabalhos científicos voltados a definir a quantidade necessária de consumo de carne animal pelo homem moderno. O valor entre 90 a 110 gramas diárias esta dentro do consenso geral, com isso receberíamos bom aporte proteico, de vitaminas e minerais e não estaríamos abusando no consumo de gordura saturada.

Por que comemos carne bovina ?

A carne bovina é uma excelente fonte nutricional. É uma das principais fontes de minerais, em especial ferro e zinco, minerais esses que são indispensáveis para um crescimento saudável, bem como vitaminas e proteínas.

O homem é um mamífero onívoro, ou seja, que se alimenta de carnes e vegetais. Nossos ancestrais buscavam seus alimentos através da caça e da pesca, além de frutos que colhiam, em uma incessante atividade coletora.

Os vegetais não costumam ter proteínas de alto valor biológico, ou seja,  que forneçam todos os aminoácidos essenciais, bem como não são fontes de Ferro, Zinco, Selênio e vitamina B12, importantes para o perfeito metabolismo do homem moderno.

Com o passar dos milênios, o homem passou a ter outras atividades e perdeu em parte algumas características de caçador / coletor.
Assim, para obter seus alimentos proteicos e de alto valor nutricional, passou a domesticar outros animais. No processo evolutivo, seguiu comendo carne de mamíferos, aves e peixes, além de consumir também alguns de seus derivados como o leite e os ovos.

Nossos ancestrais, como fazem todos os mamíferos, tomavam leite na primeira infância, mas com a domesticação de animais, passaram a tomar leite por toda a vida.  No entanto, algumas pessoas não toleram plenamente o leite, pela incapacidade que os mamíferos têm de absorver a lactose na vida adulta, causa frequente de diarreias e distúrbios do trato intestinal.

 Hoje, em virtude do fácil acesso aos alimentos e de relativa redução dos preços, o consumo de carne animal esta aumentando, em parte é uma boa opção nutricional, pela oferta de proteínas, mas junto com a carne animal vem a gordura saturada, esta um dos grandes vilões da alimentação moderna, causadora das doenças cardiovasculares.

 

Carne de Avestruz, por que não?

A carne de avestruz configura-se como uma boa opção culinária, possui características nutricionais que a diferem das tradicionais, como a bovina e a suína.

A principal particularidade é a baixa participação de gordura saturada na sua composição e a pequena quantidade de colesterol.

No entanto, o preço de venda inviabiliza o maior acesso da população, limitando com isso a maior criação de pratos para uso rotineiro

INFORMAÇÕES NUTRICIONAIS

  Valor Nutricional por 100g
Calorias 96,6g
Proteínas 22g
Gordura 1,2g
Colesterol 58g
Carboidrato 2,1g
Cálcio 5,2mmg
   

Fonte: Aravestruz, Brasil (BR)