As verdades sobre o óleo de cártamo

CártamoAtualmente, é bastante comum a procura pelo óleo de cártamo em farmácias, lojas e sites especializados. As alegações são muitas e incluem aceleração do metabolismo de gorduras, atenuação de processos inflamatórios, controle nos níveis sanguíneos de colesterol e açúcar e promoção do emagrecimento.

O cártamo é uma planta de origem asiática e já foi muito utilizada para o tingimento de seda. De sua semente é extraído o óleo, que tem uso culinário e boa estabilidade em altas temperaturas. Sua composição é rica, com alto teor de gorduras poli-insaturadas, e maior destaque para o ácido linoleico, além de apresentar compostos antioxidantes.

Os reais benefícios desse óleo ainda não estão cientificamente comprovados. Praticamente a totalidade dos estudos realizados foi em animais e, desta forma, os resultados encontrados ainda não podem ser extrapolados para a utilização em humanos. Da mesma forma, os mecanismos de ação do óleo de cártamo frente aos resultados obtidos, ainda não estão completamente elucidados.Óleo de cartamo

As condutas para o tratamento de perda de peso e controle de doenças crônicas como a hipercolesterolemia ainda são as mesmas, e não devem ser excluídas em função de novos produtos ainda não validados. A suplementação do óleo de cártamo para ações no metabolismo energético e controle de peso corporal não deve ser utilizada e necessita ser vista com maior cautela por parte dos profissionais de saúde e da população.

Celulite, sem mistérios ou lendas


A celulite é um dos maiores pesadelos das mulheres, que tentam, a todo o custo, acabar com a temida casca de laranja. Alguns estudos científicos e epidemiológicos revelam que cerca de 90% das mulheres adultas e em diferentes culturas têm celulite, e em grande parte, sem relação com obesidade.
Existem muitas causas relacionadas ao desenvolvimento dessas alterações de pele e de tecido sub cutâneo, nomeadamente fatores genéticos,  sedentarismo, uma má alimentação, problemas circulatórios, disfunções hormonais, o álcool, o tabaco, o vestuário apertado e o stress.
A celulite pode localizar-se em várias regiões do corpo, em especial nos glúteos, coxas, e abdómen.
Para um adequado controle da doença, não basta recorrer aos tratamentos estéticos e aos cremes, é essencial haver uma reeducação alimentar para que os resultado sejam os esperados. A estética e a nutrição são assim dois aliados de peso quando toca a resolver este problema.

Existem alimentos que ajudam a “ limpar”  o organismo, e que melhoram a circulação sanguínea bem assim como outros problemas que agravam a celulite.
No entanto, a validação científica desses alimentos é muito reduzida, o campo da especulação é o mais provável canal de todas as informações.

Temos por exemplo:
–  algas, que são uma fonte de iodo e que como tal equilibram o trabalho da tiroide, evitando desiquilíbrios hormonais;
–  arroz integral, que contém fibras e minerais que favorecem a digestão do açúcar e o funcionamento dos intestinos;
–  aveia, que reorganiza as fibras de sustentação da pele e previne a formação das depressões cutâneas;
–  azeite, com uma ação anti-inflamatória;
– os legumes verdes escuros, que melhoram a circulação e ajudam a desintoxicar o organismo;
– maçã, uma excelente fonte de pectina, uma fibra que neutraliza as toxinas presentes no organismo.
No quesito chás:
O chá de salsa e o chá verde promovem um aumento da diurese, talvez pela maior ingesta de líquidos do que por um efeito diurético específico.

Na verdade, a genética e o consumo aumentado de gorduras e carboidratos, em todos os trabalhos analisados, despontam como os grandes vilões desse  “ tempestuoso problema feminino”.

O comportamento social frente aos obesos pode atuar nas estratégias de marketing nutricional?

Um estudo feito nas capitais de SP e RJ, onde foram avaliadas 600 pessoas mostra a relação do conhecimento e do comportamento social sobre a obesidade.
O estudo tem como objetivo principal conhecer o comportamento social em relação à obesidade, e com isso identificar tendências de consumo e de mercado, além de hábitos de compras de alimentos da população.
Foram investigados na pesquisa alguns comportamentos em relação à obesidade, onde foram questionados: sucesso profissional, relação matrimonial, pratica e escolha de esporte, além de perguntas diretas como: Você se casaria com um gordo? E Obesidade é uma doença?

Os resultados da pesquisa mostram que de todos entrevistados 81% acham que a obesidade interfere no sucesso profissional e 78% na relação matrimonial.
61% dos avaliados responderam que a obesidade é uma doença, sendo que desse total as mulheres são a maioria.
18% dos entrevistados consideram a obesidade com doença quando acompanhada de outro distúrbio metabólico.

Com base nesse estudo podem-se adotar medidas de atenção nutricional para controle e prevenção da obesidade, com políticas de saúde como: orientação nutricional e alimentação saudável.

Adoçantes, escolha conhecendo particularidades e características

  • § Aspartame

 O aspartame é um adoçante artificial, de sabor bastante parecido com o açúcar, obtido a partir de dois aminoácidos naturais, o ácido aspártico e a fenilalanina. 
Gestantes e fenilcetonúricos, anomalia rara que geralmente é diagnosticada no nascimento com o teste do pezinho, não devem consumi-lo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere uma quantidade limite de ingestão de 40mg/kg de peso/dia.
Tem um poder de doçura altíssimo, maior do que o da sacarose (açúcar comum), mas que se perde quando submetido a altas temperaturas. Portanto, quando for adicioná-lo em alguma receita, sugere-se que seja utilizado após a retirada do fogo.

  • § Ciclamato

O ciclamato é um adoçante artificial, não calórico,  com um poder adoçante 30 vezes maior que o da sacarose. Diferente do aspartame; apresenta um sabor residual amargo e pode ser levado a altas temperaturas, o que permite seu uso em várias preparações. Deve ser evitado por hipertensos, já que costuma aparecer combinado com sódio.
Adoçante muito utilizado pela indústria, principalmente na produção dos refrigerantes dietéticos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere uma quantidade limite de ingestão de 11mg/kg de peso/dia.

  • § Sacarina

A sacarina é o adoçante artificial não calórico mais antigo que existe. Apresenta um poder adoçante 200 a 700 vezes maior que o açúcar da cana (sacarose). Normalmente vem associada ao ciclamato, pois, sozinha, em altas concentrações, tem gosto residual amargo e metálico. Sua maior qualidade é o fato de ser estável a altas temperaturas, podendo ser utilizada em preparações quentes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere uma quantidade limite de ingestão de 5mg/kg de peso/dia.

  • § Sucralose

Adoçante artificial obtido a partir da cloração da sacarina. Apresenta poder adoçante 600 vezes superior ao açúcar, resistente às altas temperaturas e não possui sabor residual amargo. Seus efeitos no organismo ainda não são muito conhecidos.

  • § Acessulfame – K

Adoçante artificial muito utilizado em bebidas, sobremesas, gomas de mascar e adoçantes de mesa. Possui um poder de doçura de 180 a 200 vezes maior que o açúcar, tem sabor residual, mas é considerado seguro por ser estável a altas temperaturas, facilitando e permitindo sua utilização em preparações quentes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere uma quantidade limite de ingestão de 15mg/kg de peso/dia.

  • § Xylitol, sorbitol e manitol

Adoçante artificial obtido pela redução da glicose (sorbitol) e frutose (manitol) e também hidrogenação da xilose (xylitol), empregados pela indústria na produção de goma de mascar e balas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere uma quantidade limite de ingestão de 15mg/kg de peso/dia.

  • § Steviosideo

 Adoçante natural, de origem vegetal, extraído da stévia, planta originária da Serra do Amanbaí, muito consumida no Oriente. Seu poder adoçante é cerca de 200 a 300 vezes maior que o da sacarose, seu uso é totalmente atóxico e seguro ao organismo, porém pouco consumido devido ao sabor residual amargo que possui.
Pode ser utilizado por gestantes sob orientação médica ou de um profissional nutricionista.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere uma quantidade limite de ingestão de 5,5mg/kg de peso/dia.