Carqueja não pode faltar para os amigos dos chás

beneficios-cha-de-carquejaA Baccharis genistelloides, popularmente conhecida como Carqueja, é uma planta pertencente à família Asteraceae, sendo originária da América do Sul e cultivada principalmente no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.1Devido aos seus efeitos terapêuticos, a Carqueja é considerada uma planta medicinal, sendo o seu chá muito utilizado no tratamento de diversos distúrbios relacionados à saúde.2

Dentre os seus principais benefícios, destacam-se sua ação hipoglicemiante, hepatoprotetora, anti-inflamatória e anti-hipertensiva.3 Os principais responsáveis por estes efeitos são os flavonóides e compostos fenólicos, presentes em grande quantidade nesta planta.3,4,5

Além disso, a carqueja impede o surgimento de úlceras, uma vez que diminui a produção de ácido gástrico, inibindo a indução de possíveis lesões. Também é observado um efeito antiartrítico com o seu consumo, já que a mesma reduz de forma drástica o desenvolvimento da artrite.1

Estudos relevantes apontaram um potencial antimicrobiano presente na Carqueja, através da sua atividade inibitória frente às cercarias de Schistosoma Mansonii (causador da Esquistossomíase) e do crescimento do Trypanosoma Cruzi (responsável pela Doença de Chagas).3

Apesar dos inúmeros benefícios comprovados, a carqueja é contra indicada para gestantes e lactantes, pois possui efeito abortivo. Em pacientes hipertensos que estejam em tratamento com anti-hipertensivo, seu consumo também deve ser evitado, já que o efeito do fármaco pode ser elevado, levando a um efeito hipotensor.1,3

Autora: Nutricionista Michelle Ribeiro

1 – RUIZ, A. L. T. G. et al. Farmacologia e toxicologia de Peumus boldus e Baccharis genistelloides. Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 18, n. 2, p. 295-300, 2008.

2 – DIAS, L. F. T. et al. Atividade antiúlcera e antioxidante Baccharis trimera (Less) DC (Asteraceae). Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 19, n. 1B, p. 302-314, 2009.

3 – KARAN, T. K. et al. Carqueja (Baccharis trimera): utilização terapêutica e biossíntese. Rev. Bras. PI. Med., v. 15, n. 2, p. 280-286, 2013.

4 – JUSTIL, H.; ARROYO, J.; VALENCIA, J. Extracto etanólico de Baccharis genistalloides (carqueja) sobre el cáncer de colon inducido con 1,2-dimetilhidrazina em ratas. Anales de la facultad de Medicina, v. 71, n. 2, p. 88-96, 2010.

5- BUDEL, J. M.; DUARTE, M. R.; SANTOS, C. A. M. Parâmetros para análise de carqueja: comparação entre quatro espécies de Baccharis spp. (Asteraceae). Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 14, n. 1, p. 41-48, 2004.

Intestino preguiçoso, obstipação ou constipação Intestinal, onde mora a solução?

Síndrome-do-intestino-irritável-saiba-o-que-é609x250A obstipação intestinal ou Constipação intestinal ou ainda popularmente chamada de “intestino preguiçoso”, é uma síndrome composta por sintomas intestinais recorrentes que acompanham a vida das pessoas, causam transtornos sociais, procura intensa por diferentes tipos de remédios e soluções milagrosas.
Na verdade, os sintomas clássicos que são relatados são simples de identificar e comumentemente aparecem nos consultórios médicos.
Redução do número de evacuações (menos de três por semana)
Sensação de evacuação insatisfatória e incompleta;
Esforço evacuatório excessivo;
Dificuldade na passagem das fezes pelo canal anal;
Presença de fezes ressecadas;
Necessidade de auxilio manual para evacuação.
A terceira idade e o sexo feminino possuem maior prevalência desses sintomas e a fisiopatologia está associada com disfunção primária do músculo liso do colon ou de sua inervação, elevada pressão de repouso, relaxamento incompleto ou paradoxal.
Os teste clínicos especializados envolvem avaliação do trânsito colônico, manometria anorretal, teste de expulsão do balão, defecografia e outros.
O tratamento, além de medidas educacionais com aumento do consumo de fibras, principalmente fibras insolúveis, que estão relacionadas com o trajetos das fezes pelo intestino pode ser ainda mais efetivo com a utilização de tratamento por alguns medicamentos especiais:
Agentes formadores do bolo fecal;
Agentes lubrificantes;
Laxativos osmóticos;
Laxativos estimulantes ou irritativos; enterocinéticos;
drogas seratogogas

O hábito de consumir líquidos diariamente, em torno de 2 a 3 litros, é um forte aliado, bem como, a prática de atividade física regular, orienta-se caminhadas de pelo menos 1 hora diária. A terapia, identificando causas comportamentais e hábitos arraigados desde a adolescência, por mais estranho que posa parecer, pode ser também uma boa ferramenta de tratamento.

Por fim, o tratamento do famoso intestino preguiçoso é uma necessidade absoluta quando pensamos em qualidade de vida, mas é um processo de médio prazo envolvendo diferentes enfoques e mudanças de hábitos.

Milho e Triptofano: Qual a relação?

MILHOUm dos principais cereais produzidos e consumidos no mundo, o milho (Zea mays L) possui sua origem na América do Sul, e constituiu a base da alimentação de várias civilizações históricas como os Maias, Incas e os Astecas. Já em terras brasileiras este cereal, esteve presente na dieta dos índios guaranis e foi fortemente incorporado aos hábitos alimentares brasileiros após a colonização portuguesa.
O milho destaca-se por ser um alimento energético, já que é fonte de carboidrato, em especial o amido e por ser rico em fibras alimentares, que auxiliam no bom funcionamento do intestino e no controle do colesterol. Este cereal também é rico em carotenoides em especial a luteína um potente antioxidante que atua na prevenção da catarata e outras doenças oculares degenerativas. Além disso, o milho possui em sua composição vitamina E, fósforo, potássio cobre, magnésio, zinco. Ressalta-se também que o milho fornece quantidades moderadas de vitaminas do complexo B, como a tiamina, riboflavina e o ácido pantotênico.
Com relação às proteínas, o milho apresenta uma quantidade significativa deste nutriente, cujos teores chegam a aproximadamente 9,5%, porém a proteína do milho é deficiente em dois aminoácidos essenciais, indispensáveis à saúde humana: a lisina e o triptofano. Este último aminoácido é fundamental para a formação de uma substância chamada serotonina, responsável pela sensação de bem-estar e otimização das funções cognitivas, como a melhora da atenção e aprendizagem.
Existem relatos de que indivíduos que consumiam uma dieta exclusiva a base de milho e consequentemente pobre em niacina e triptofano desenvolviam a Pelagra, uma doença caracterizada por lesões na pele, além de importantes alterações psicológicas provenientes da deficiência de triptofano.  Algumas das  principais fontes dietéticas de triptofano são as carnes magras, peixes,  iogurte leite, soja e a banana.
É válido ressaltar que apesar do milho ser um alimento pobre em triptofano não deve ser excluído da dieta, já que é uma importante fonte de carboidrato, fibras e antioxidades, além de ser um alimento versátil, podendo ser consumido cozido, na forma de pipoca (o ideal é que seja preparado com pouquíssima ou nenhuma gordura) e em diversas preparações.

Nutricionista: Luiza Maria Pinheiro Cipriano

Referências Bibliográficas:
MILHO, Associação Brasileira das Indústrias do (Org.). O Cereal que enriquece a alimentação humana. 2011. Disponível em: <http://www.abimilho.com.br/milho/cereal&gt;. Acesso em: 14 jun. 2014
BARROS, José F. C.; CALADO, José G.. A Cultura do Milho: ESCOLA DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA-Departamento de Fitotecnia. Universidade de Évora, Évora, p.1-52, 2014. Disponível em: <http://dspace.uevora.pt/rdpc/handle/10174/10804&gt;. Acesso em: 15 jun. 2014.
BARBOSA, Natália Alvez. Retenção de Carotenóides em Milho Verde fortificado com Vitamina A após processamento. 2013. 122 f. Tese (Mestrado) – Curso de Ciência dos Alimentos, Universidade de Lavras, Lavras, 2013.
RIOS, Sara de Almeida et .al. Carotenoides em grãos de milho verde após a aplicação de herbicidas pós-emergentes. Pesq. Agropec. Bras, Brasilia, v. 45, n. 01, p.106-109, jan. 2010.
FOOD and Agriculture Organization of the United States (FAO): Maize in human nutrition.1992 Disponível em: <http://www.fao.org/docrep/T0395E/T0395E00.htm&gt;. Acesso em: 15 jun. 2014.
VERA-GUZMAN, Araceli M.; CHAVEZ-SERVIA  J. Luis; CARRILLO-RODRIGUEZ, José C.. Proteína, lisina y triptófano en poblaciones nativas de maíz mixteco. Rev. fitotec. mex,  Chapingo ,  v. 35, n. set.  2012.
PAES, Maria Cristina Dias. O milho: a evolução do seu consumo na dieta humana através dos povos e do tempo: Jornal Eletrônico da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG). 2011. Disponível em: <http://www.cnpms.embrapa.br/grao/30_edicao/grao_em_grao_artigo_01.htm&gt;. Acesso em: 14 jun. 2014.
GIBSON, E. L. et al. Effects of acute treatment with a tryptophan-rich protein hydrolysate on plasma amino acids, mood and emotional functioning in older women.Psychopharmacology, Londres, v., n., p.1-16, 28 abr. 2014.
KOUSHAN, Keyvan  et al. The Role of Lutein in   Eye-Related Disease. Nutrients, Florida, v. 05, n., p.1829-183, 6, 22 mai. 2013.
FUKUWATARI,  Tsutomu; SHIBATA, Katsumi. Aspect  of Tryptophan   Metabolism. International Journal Of Tryptophan Research, Shiga, v. 06 n., p.3-8,21 jul.2013.

Esteróis vegetais reduzem significativamente o colesterol ruim (LDL)

capsula-de-oleo-de-peixe-26522O estilo de vida das pessoas pode evitar a doença cardiovascular, principal causa de morte no mundo, diversos estudos apontam que 50 a 80% das doenças cardíacas do mundo poderiam ser evitadas por meio de dietas e mudanças positivas no estilo de vida
O controle do colesterol é uma das formas para prevenção do problema. A redução do LDL colesterol em 10% pode resultar na diminuição de aproximadamente 9% das mortalidades causadas pela doença cardiovascular. Determinados componentes alimentares denominados fitoesteróis – esteróis vegetais – são conhecidos pela sua ação na redução do LDL. Na literatura recente, mais de 100 estudos comprovam que os fitoesteróis reduzem o colesterol LDL sem afetar o bom colesterol (HDL) . Com a ingestão de 2g a 3g por dia de alimentos adicionados de esteróis vegetais, é possível reduzir até 12% do LDLc

Recomendado como parte de uma dieta saudável, o consumo de alimentos enriquecidos com fitoesteróis pode também ser um aliado no tratamento daqueles que já fazem uso de estatinas, medicação de escolha para o tratamento de colesterol alto. As estatinas e os fitoesteróis têm mecanismos distintos e, possivelmente, sinérgicos de ação na redução de colesterol. As estatinas reduzem a produção de colesterol, ao mesmo tempo em que aumentam a capacidade do fígado de remover o excesso de colesterol da circulação, o consumo de quantidades adequadas de fitoesteróis também reduz a absorção intestinal de colesterol.

Os fitoesterois podem ser encontrados em alimentos de origem vegetal como, por exemplo, óleos vegetais, margarinas, nozes, sementes, grãos inteiros, cereais, leguminosas, frutas e legumes. Entretanto, a quantidade diária que uma pessoa ingere da substância ainda é muito abaixo do recomendado. Os dados atuais de consumo nutricional, mostram que uma pessoa ingere em média 200 a 300 mg por dia de esteróis vegetais em uma dieta baseada em vegetais, enquanto a ingestão recomendada para redução significativa do colesterol é de 2g por dia. Por outro lado a alimentação focada em suplementação de fitosteróis é muito difícil, seria necessário o consumo de centenas de tomates, cenouras ou laranjas para atingir 2 gramas por dia.
Na atualidade a suplementação de fitosteróis pode ser efeti

Refrescantes, porém calóricos

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Saiba como se hidratar no verão sem engordar

Com o aumento das temperaturas, é recomendada a ingestão de quantidade abundante de líquidos para evitar a desidratação, condição mais perigosa em crianças e idosos.  A água é a melhor bebida da estação, mas às vezes fica difícil resistir a sucos, batidas, smothies e sorvetes líquidos que podem minar a dieta.

Veja na lista abaixo algumas bebidas que só parecem inofensivas à balança.
Sucos naturais – As frutas contêm açúcar, que mesmo sendo os famosos carboidratos complexos,  podem engordar. Um copo de suco de laranja, um dos mais calóricos, possui 180 calorias – mesma quantia de uma colher de capelete de frango com molho rosê.  Dependendo da combinação de frutas, esse valor aumenta.  Um copo de suco de laranja com manga pode chegar a 200 calorias, igual a um copo de caldo de cana. Por outro lado,  um copo de suco de tomate possui 27 calorias contra 60 calorias do de melão, um dos menos calóricos.
Alerta especial para os nectars de frutas, possuem açúcar adicionado e são extremamente calóricos, opte pelos sucos naturais
Água de Coco – Apesar de rica em potássio e nutrientes, um copo de 250 ml possui 50 calorias. Diabéticos, por exemplo, devem evitá-la, pois contém alta taxa de carboidratos que se transformam em glicose, aumentando os níveis de açúcar no sangue.  Se for batida com uva verde, um copo possui  184 calorias.
Smothies – A bebida cujo significado em inglês é macio, em geral, é feita de sucos de frutas, vegetais com sorvete ou iogurte. Para ficar mais light, deve se usar sorvetes de frutas, que são feitos só com água, não leite. Se o ingrediente for o iogurte, opte pelo light. Um copo de um smothie com banana, morango e sorvete pode ultrapassar as 200 calorias.  A mesma recomendação vale para os milkshakes.
Cerveja – É falsa a sensação de matar a sede da bebida que não só desidrata como rouba vitaminas do organismo.  Além disso, uma lata possui cerca de 155 calorias, e deve ser consumida com moderação.
Refrigerantes – Devem ser evitados, principalmente os sem a alegação de diet /light,  porque contêm altas quantidades de açúcar e de sódio. Mesmo a versão diet, também tem o temido sódio, corantes e outras substâncias industrializadas. Leia sempre o rótulo das embalagens
Chás – Se não forem industrializados, são opção adequada para hidratar o organismo em dias quentes.  Podem ser consumidos sem culpa, pois não têm calorias. Caso não agrade o paladar, podem ser tomados com adoçantes. Os chás industrializados podem conter conservantes, sal e muito açúcar, convém conhecer a origem e a composição nutricional

Panelas, no material, no tipo e na utilidade

ID-100173964Basicamente as panelas podem ser feitas de aço inoxidável, alumínio, barro, Ferro, Cobre e ferro esmaltado, em cada material existe uma característica que o distingue.
Aço inoxidável:
Como transmissor do calor, não é dos melhores. No entanto, é inócuo a saúde, não transfere nenhum componente à comida.
Ferro:
Bom transmissor de calor, foi muito usada no passado como modo de suplementar Ferro, que é transferido aos alimentos em pequenas doses. Como inconveniente, pode enferrujar, para isso, deve ser untada com óleo após a utilização.
Ferro esmaltado
Possui as vantagens do Ferro, na transmissão do calor, não enferruja e não transfere o Ferro aos alimentos, geralmente é um bom item de decoração.
Cobre
Muito utilizado no preparo de doces, possui alto poder de transmissão do calor.
Barro
O material de confecção deve ser validado por critérios de qualidade na origem do Barro e na finalização da panela, devendo ser “queimada” de modo adequado em fornos especiais. E a panela ideal para preparo de pratos de cozimento demorado.
Alumínio
e o material mais popular e com maior perigo de contaminação por transmissão dos componentes. Na atualidade vários estudos provaram a liberação do Alumínio aos alimentos. A tradição de arear as panelas pode piorar a liberação do Alumínio.
Antiaderente
Devido à praticidade na cozinha, cada vez mais é utilizada em todos os tipos de panelas e frigideiras. Existe a possibilidade de transmissão de elementos tóxicos aos alimentos, principalmente em fundos arranhados pela limpeza inadequada.