Queijo Minas artesanal, muito além do alimento.

O queijo foi trazido para Minas Gerais pelos colonizadores portugueses, na época do auge da mineração e extração de ouro. O queijo feito do leite cru era um alimento artesanal que se adaptava bem ao clima serrano das minas. Além de muito consumido em suas regiões de origem, logo começou a ser levado para outros locais pelos tropeiros que passavam pelas regiões produtoras dos queijos.

As características do queijo minas fazem dele um alimento único que, em 2007, passou a ser considerado patrimônio cultural do Brasil. O queijo é tão incorporado na cultura brasileira que está presente até em ditos populares como “pão, pão, queijo, queijo” ou “um abraço, um beijo e um queijo”.

Apesar das mesmas técnicas de preparo, os queijos de Minas artesanais produzidos nas regiões do Serro, Serra da Canastra e Serra do Salitre apresentam características organolépticas (consistência, sabor e aparência) diferentes, graças às condições de clima e solo específicos. O ingrediente responsável por essas diferenças é o pingo, fermento láctico utilizado em sua produção que possui a ambiência bacteriana de cada local.

Seu sabor único pode ser apreciado de diferentes formas que vão deste o queijo puro até o famoso pão de queijo, passando pelas broas de fubá com queijo e cuscuz de mandioca com queijo.

RECEITA DE PÃO DE QUEIJO

1 copo de água
1 copo de óleo
1 Kg de polvilho azedo
Leite (quanto for necessário)
½ colher (sopa) de sal
4 ovos
500g queijo Minas artesanal, ralado em ralo grosso

Modo de Preparo
Ferva a água junto ao óleo. Em um recipiente, adicionar essa mistura ao polvilho, misturando até que esfrie. Comece a sovar a massa e vá acrescentando o leite. Coloque os ovos, sem parar de sovar. Por fim, adicione o queijo. Unte as mãos com óleo e enrolar os pães de queijo. Coloque em uma forma untada e leve ao forno para assar.

Autora: Nutr. Marilia Zagato

Referências sobre a obesidade no Talmude

No Talmude – o “estudo” enciclopédico da lei judaica, que contém as opiniões e ensinamentos dos antigos sábios judeus baseados nas interpretações dadas aos relatos da Tora, os cinco primeiros livros do Antigo Testamento, compilado durante o período de 300 a. C. até 500 a. C. – há diversas citações sobre obesos e obesidade.
A mais relevante é o relato da cirurgia a que foi submetido o rabino Eleazar, famoso pela sua obesidade. Ele foi levado para uma casa cujas paredes eram todas em mármore branco, o que possibilitava maior limpeza para o ato cirúrgico. Para suportá-la, foi lhe administrada uma poção soporífica; o seu enorme abdome foi aberto e de dentro foram retiradas numerosas cestas de gordura. Não há relato de quem fez a cirurgia, como o rabino se recuperou e se voltou ou não à vida normal. Está é, sem dúvida, a primeira referência à obesidade visceral e à cirurgia como terapêutica. Há outra menção, da mesma época, quanto a esse tipo de procedimento, quando uma operação semelhante foi realizada no filho obeso do cônsul Lúcio Apronius e relatada por Plínio.
Outra situação do Talmude sobre a obesidade conta que o rabino Eleazar Ben Simeon e seu pai, o também rabino Simeon Yochai, fugiram das autoridades romanas da Galiléia e viveram escondidos numa caverna por um período de 13 anos comendo somente tâmaras e poucas frutas. Embora a dieta fosse frugal, o rabino Eleazar e seu pai engordaram, tornando-se obesos. Eles certamente não observaram que dentro da caverna a atividade física era muito restrita….

Obesidade como doença e com diretrizes de tratamento no período greco-romano

As complicações que a obesidade traz à saúde humana estão claramente descritas nos estudos médicos do período greco-romano. Nos textos hipocráticos, está descrito que a morte súbita era muito mais freqüente nos pacientes gordos que nos magros. Os mesmos escritos referem que as mulheres gordas eram menos férteis que as magras, sendo esta infertilidade atribuída às dificuldades na cópula e ao acúmulo de gordura fechando a entrada do útero e impedindo a admissão dos líquidos seminais. Hipócrates preconizava que o obeso, para emagrecer, deveria fazer uma quantidade de exercícios depois de alimentar-se, deveria comer uma só vez ao dia, não tomar banho, dormir em uma cama dura e caminhar desnudo a maior parte do tempo.

 No mundo romano, a obesidade era vista como uma doença social e moral capaz de derrubar tiranos e aviltar até os patrícios mais ricos. O gordo era considerado, de modo geral, uma pessoa de má índole ou boba.

 A obesidade era atribuída a Pletora, sangue que era transformado em gordura ao invés de transformar-se em sangue menstrual ou sêmen.
De forma semelhante, o fator congênito, familiar, como o estilo de vida, estavam implicados no aparecimento e evolução da enfermidade. A mulher, “por ser úmida e mais fria do que o homem e por ser confinada a casa”, era mais propensa à obesidade, embora o homem que bebesse muito vinho e comesse em demasia também fosse considerado de risco. Os pacientes procuravam auxílio somente por razões estéticas.

 Os médicos, por seu lado, reconheciam que a obesidade era uma doença grave, de difícil tratamento, que diminuía a expectativa de vida e dificultava a fertilidade em ambos os sexos. O tratamento preconizado na época consistia em uma dieta especial de alimentos com baixas calorias: pão de cevada, vegetais verdes e restrição da quantidade de líquidos e da comida, o gordo era também encorajado a fazer exercícios e banhar-se várias vezes ao dia. Embora a obesidade fizesse parte do contexto da medicina daquela época, ela, como até hoje, tinha uma conotação de desprezo, não sendo levada suficientemente a sério, a tal ponto de os médicos romanos não costumarem pesar seus pacientes obesos, o que impediu uma abordagem mais objetiva, tanto no diagnóstico como no acompanhamento dos resultados obtidos na época.

 Galeno, considerado o maior médico da Antiguidade (século II), tendo escrito mais de 125 tratados médicos, discorrendo sobre os mais variados aspectos da arte (anatomia, fisiologia, higiene e terapêutica) identificou e descreveu dois tipos de obesidade: a moderada e a imoderada. A primeira, uma forma natural de gordura, e a segunda, uma forma patológica. No seu livro, De Sanite Tuenda, Galeno diz: “A arte de evitar a gordura e manter a boa saúde é ser obediente, pois nos desobedientes , isto é impossível”.
Essa observação reflete o pensamento de Galeno e de muitos médicos da atualidade, que veem na obesidade um distúrbio de personalidade do indivíduo.

 

 

O manejo da obesidade no Império Bizantino

Quando João VI Cantecuzenus, imperador de Bizâncio entre 1347 e 1345, abdicou e tornou-se monge, escreveu as suas memórias, que ficaram registradas no livro Historiae Byzantinae do qual ressaltamos o seguinte relato: “Gavelas, um nobre rico do império, teve problemas para casar com a sua prometida que o rejeitou  por achá-lo gordo e flácido. O noivo, desesperado e inconformado, mandou vir da Itália um médico famoso que lhe cobrou uma grande soma. Sob a orientação desse médico, Gavelas abandonou todos os seus afazeres e responsabilidades para dedicar-se exclusivamente a seguir suas instruções: banhos, drogas energéticas e purgativos, exercícios e uma dieta restritiva. Ele perdeu peso, enfraqueceu, porém conseguiu casar-se com a sua amada”.

Os médicos bizantinos descreviam a obesidade como conseqüência de uma dieta farta, falta de exercícios e mudanças de humor. Ao obeso era recomendada uma dieta rica em vegetais, frutas, peixes e aves, e proibidas carnes vermelhas, os crustáceos, pão, queijo e vinho. Os exercícios e os banhos termais eram mais recomendados, pois faziam suar e, com isso, contribuíam para a perda de peso.

A obesidade na medicina chinesa

Não se sabe ao certo se é história ou mitologia que o Império Chinês tenha sido fundado por três imperadores celestiais, por volta do ano 2000 A. C. Durante seus 100 anos de reinado, Huangt, o último dos três, favoreceu seu povo com um grande número de avanços tecnológicos e culturais, tais como: a roda, o magnetismo, um observatório astronômico, o calendário e o “Nei Ching” que é o mais antigo tratado de medicina chinesa e pelo qual ela se norteou por mais de 2.500 anos. De acordo com o “Nei Ching” era indispensável à boa saúde e a felicidade uma dieta balanceada que permitisse o fortalecimento do corpo, evitando a obesidade e aumentando a longevidade.

O bem-sucedido tratamento da obesidade na Espanha do século X

O rei Sancho I, também conhecido como Sancho, “o gordo”, subiu ao trono de Leon depois da morte de seu pai no ano de 958; porém, considerado inapto por ser extremamente gordo, foi deposto por sua própria corte. A rainha mãe, sua avó, inconformada com o fato, apelou para o califa do reinado vizinho de Córdoba, que possuía um método famoso.
O rei Sancho recebeu a consulta dos médicos de Cordoba. Estreitando os laços entre os dois países. Como decorrência disso, os dois reinos, Leon e Córdoba, tiveram um longo período de paz e entendimento.

No século XII, Maimônides, médico, filósofo, jurista e astrônomo judeu nascido em Córdoba, em uma de suas obras, a “Preservação da Juventude”, já recomendava comer moderadamente e, se o indivíduo estivesse faminto e sedento, devia esperar um pouco, pois ocasionalmente a fome e a sede poderiam ser ilusórias, numa verdadeira antecipação dos ensinamentos da moderna terapêutica comportamental da obesidade.

Obesidade na arte e na história chegando no controle remoto

Adão e Eva, personagens bíblicos, presentes na história da criação do mundo, não resistiram à tentação. Eva comeu a maçã, proibida. Desde então, fala-se por aí, que por causa desta fruta, também nascemos pecadores e, por isso, não vivemos no paraíso. Será que eu engordei por causa disso? E você, porque está gordo?
Pecadores ou não, é provável que a obesidade seja a doença metabólica mais antiga. Pinturas e estátuas em pedra com mais de 20 mil anos já representavam figuras de mulheres obesas. As mesmas evidências de obesidade foram vistas em múmias egípcias, pinturas e porcelanas chinesas da era pré-cristianismo, em esculturas gregas e romanas e, mais recentemente, em vasos dos maias, astecas e incas na América pré-colombiana.

Dois tipos de obesidade – glútea e abdominal – são representados em diversas pinturas e esculturas da Idade da Pedra que foram encontradas nos mais diversos lugares da Europa. A obesidade do tipo glútea é a que prevalece na arte da Idade da Pedra na França, Espanha, Creta, Iugoslávia, Checoslováquia e Ucrânia. Em contraste, a obesidade do tipo abdominal foi encontrada na Áustria (Vênus de Villendorf) e Romênia. A obesidade visceral parece estar mais associada aos povos com fartura de alimentos e maior sedentarismo, estando sempre mais ligada a enfermidades, enquanto a obesidade glútea estaria mais relacionada a um temporário armazenamento de energia para garantir a sobrevivência do indivíduo e da espécie, e não parece estar relacionada às enfermidades.
A arte da Idade da Pedra nos dá um vislumbre dentro da emergente situação da humanidade daquela época, permitindo-nos avaliar através dela – e não da escrita, que não existia – as modificações sofridas durante o fim da era neolítica, quando a sociedade iniciou as mudanças centradas numa paulatina urbanização e agricultura organizada, fatores estes que certamente tiveram um impacto na dieta, na atividade física e no conseqüente aparecimento da obesidade.

Desde o momento em que Deus criou o céu e a terra, teve início a jornada de poupança de energia. Os principais marcos desta economia metabólica foram: a invenção da roda, a aradura da terra e a cultura dos cereais, que poupou o homem da caça e da procura de alimento, a utilização de animais domesticados para a tração e o transporte e, mais recentemente, a invenção da máquina a vapor, do motor elétrico, do transporte automotivo, da automação e robotização, tudo culminado no uso, em nossos lares, deste pequeno e fantástico aparelho poupador de energia músculo-calórica, o controle remoto.

 

Queijos e vinhos, como combinar ?


Eles são os personagens de filmes famosos, ingredientes de grandes jantares, participantes de encontros entre amigos e namorados ou companheiros de um momento de prazer pessoal.
Existem regras clássicas de escolha e harmonização, no entanto, independente de normas rígidas, a melhor escolha é aquela que pede uma segunda mordida ou satisfaz a fome.
Algumas combinações em medo de errar:

Queijos de mofo branco (vaca)
Brie, Camembert
Brancos frutados: Sauvignon Blanc; Semilon
Tintos delicados: Pinot Noir; Gamay

Queijo de mofo branco (vaca e cabra)
Mi – Chévre
Vinhos frutados e aromáticos: Chardonnay; Sauvignon Blanc
Tintos leves e delicados: Pinot Noir; Merlot

Queijos tipo Gorgonzola e Roquefort
Doces naturais ou adocicados pela colheita tardia: Porto, Sauternes

Queijos com Olhaduras
Emmental, Gruyére, Maasdan
Brancos Secos: Chardonay; Riesling; Sauvignon Blanc
Tintos Leves: Carmenére; Merlot
Espumantes: Brut

Amarelos Suaves:
Saint Paulin, Tilsit
Brancos Frutados: Chardonay
Tintos macios: Malbec; Cabernet Sauvignon

Amarelos Duros
Parmesão, Pecorino
Brancos Secos: Riesling
Tintos encorpados: Syrah, Cbernet Sauvignon,  Nebiolo

Fontes:
Guia de Queijos, Polenghi; 2012
Enciclopédia Larousse dos vinhos, 2009
www.nutricaosaudavel.com.br, acesso em 20

Descobrindo alguns segredos do café

Em quase todos os documentos de historiadores, a origem do café remonta aos famosos pastores de cabras da África, em uma região onde hoje esta a Etiópia. Eles perceberam o comportamento estranho dos seus animais depois de comerem os grãos de certa planta, passaram a utiliza-la na sua alimentação diária, desta forma nascendo o café.

O café pertence, no reino vegetal, a família Rubiacea , subdivide-se em 70 espécies diferentes, sendo que três originam as variedades do café consumido comercialmente.
A composição química identifica quase 1500 compostos diferentes, responsáveis por sensações gustativas, aromas  e muitas outras percepções à degustação.

Os baristas, profissionais dedicados aos processos de preparo café, listam mais de cem fatores externos que podem interferir no produto final, a pequena xícara de café, consumida no balcão de uma remota padaria ou ao final de um requintado almoço em Roma.
Os dados técnicos estabelecem a quantidade de 50 grãos como suficientes para a elaboração de uma xícara de café expresso, bem como, referem que o tempo de mescla da água fervente com o pó, deve ser de exatos vinte e cinco segundos.
Uma das mais polemicas formas de degustação do café, reside na utilização do açúcar. Segundo apreciadores, ele deve ser tomado puro, apreciado in natura. Já alguns especialistas ressaltam que o preparado final já possui certa quantidade de açúcar, do tipo frutose, suficiente para adocicar a bebida.
No entanto, o café de qualidade inferior possui sabor residual amargo, que poderia ser mascarado pela adição do açúcar.
Adoçantes, nunca, é uma heresia misturar a bebida magnífica e natural a um produto químico artificial!!!

O tomate, quem diria, começou sua carreira como alimento afrodisíaco

Diversos tratados históricos e de nutrição sempre descrevem o consumo do tomate, uma fruta, para quem não conhece detalhes de agronomia, relacionado ao fornecimento de importantes nutrientes como Magnésio, Cálcio, vitamina C e Licopeno. Do lado histórico, traçam um paralelo ao boom da gastronomia europeia e a “importação” do tomate, proveniente da América, na era dos descobrimentos.

Inicialmente, como folhagem decorativa, dada a sua coloração verde clara contrastante com o vermelho de seus frutos e a sua característica de trepadeira, logo assumiu ares de planta afrodisíaca.
Para tanto concorreu a sua grande produtividade, crescimento rápido e envolvente em cercas, estacas e grades.
Os italianos atribuíam uma característica marcante no relacionamento sexual, chamavam os frutos do tomateiro de maças do amor ou maçãs de ouro, em italiano “Pomodoro”, segundo chefs e historiadores, o seu consumo estaria relacionado à fecundidade, prazer e beleza decorativa.