Caldo engrossado é mais gostoso e tem um charme gastronômico

 
sopa_de_milho_e_frango-691693-51a4bb1f3843bNo dia a dia, principalmente nos dias frios, a alimentação pede um prato quente, gostoso e bonito ao olhar, por outro lado a nutrição requer desse prato um bom valor nutricional e praticidade.

Dessa forma que tal engrossar os caldos?
Sabemos que caldo pode ser definido como um liquido que acrescido de algum tipo de carne e legumes foi cozido por longo tempo, extraindo vários nutrientes como minerais, proteínas e gorduras. Pode ser armazenado em congelamento por algum tempo e faz parte de várias preparações culinárias

Torna-lo um creme
Acrescente, de forma clássica, uma ou duas colheres de creme de leite ou requeijão. Para inserir novidades no seu rol de gastronomia, pode também mesclar iogurte ou leite de coco, duas ou três colheres de sopa fazem a diferença.

Deixa-lo quase um purê
Bata no liquidificador 500 ml de caldo com batatas, mandioquinha ou inhame. A consistência deverá ser obtida de acordo com o projeto gastronômico, mais liquido para utiliza-lo como sopa, ou cremoso pensando em mescla-lo com outros ingredientes.

Criar um clima mais sofisticado e “Francês”
Misture farinha e manteiga em partes iguais, formando uma massa homogênea (beurre maniê), misture ao caldo e terá um caldo mais oleoso e cremoso. Castanhas em pedaços, nesse caso as castanhas clássicas ou as brasileiras (Do Pará), bem como lascas de amêndoas e micro pedaços de nozes fomentam a cremosidade de qualquer caldo.

Facilitando as coisas
Mescle ao caldo algumas colheres de farinha de trigo, fécula de batata, amido de milho ou polvilho, com isso o caldo engrossa e já estará pronto. Os tradicionais “croutons” são uma alternativa prática e fácil, que tal “coutrons” de pães integrais?

De certa forma hipocalóricos, práticos e saborosos, os caldos atuam também na terapia nutricional

Nem tudo é sopa

downloadNo dia a dia sempre esbarramos com denominações nos cardápios que não espelham o nosso desejo ou estão em desacordo com a nossa expectativa.
A popular e famosa “sopa”, na verdade, é muito mais que uma sopa, pode esconder uma variedade de preparações liquidas saborosas e criativas.

Sopa: A preparação clássica, caldo resultante do cozimento de diferentes tipos de carnes, legumes e tubérculos.
Caldo: Liquido resultante do cozimento de carnes ou legumes, e de fácil digestibilidade e comumente utilizado no preparo de molhos.
Creme: Liquido de textura mais espessa, obtido a partir de caldos engrossados com leite e/ou manteiga incrementados com vegetais.
Consomê: Caldo mais elaborado, no preparo sofre redução de resíduos por peneiramento e retirada da gordura flutuante com uso de escumadeira.
Velouté: Caldo muito espesso e cremoso com sabor de base derivado da adição de legumes muito processados.
Bisque: Derivado do Velouté que sofre adição de gema de ovo, creme de leite e crustáceos.
Gaspacho: Define uma categoria de cremes frios, com base em creme de leite e legumes, o carro chefe é o de tomate

Fontes:
www.nutricaoclinica.com.br
Caderno Paladar, O Estado de São Paulo

Peixe fresco tem marcas e macetes

images (1) peixe 3 images (1) peixes images (1)peixe 2Na verdade, nas grandes cidades e até mesmo nas cidades que beiram as praias, o peixe fresco é uma raridade. Na pesca comercial ele já é congelado desde o momento que “entra no barco”
Mas, em consultas com peixeiros, chefs de cozinha e donas de casa, quatro são os quesitos de avaliação:
Olhos: Devem ser cristalinos e saltado para fora, peixe congelado por muito tempo ou com grande permanência na vitrine tem olhos opacos e côncavos.
Cheiro: O verdadeiro odor remete ao mar, peixe em deterioração tem um cheiro forte lembrando a amônia.
Guelra: Deve possuir uma cor vermelho viva e de consistência firme, as guelras alaranjadas e moles denotam má qualidade do pescado.
Textura: A textura firme é sinal de peixe adequado na conservação, o polegar apalpando a parte do dorso não deve deixar um rastro ou pegada. Na barriga, onde estão alojadas as vísceras, pele e carne com consistência amolecida é sinal de peixe mal conservado e deve ser descartado.

Boldo, o chá das vovós

 

planta-de-boldo-serve-para-cha-wallpaper-6218-276x221De origem chilena, mais especificamente da Cordilheira dos Andes, o Boldo do Chile (Peumus boldus Molina) é uma planta com folhas aromáticas e intenso sabor amargo, popularmente utilizado no preparo de chás e infusões, para diversos fins terapêuticos. Apesar de ser originário do Chile o boldo, é cultivado em quase todos os países latino-americanos, pois se desenvolve especialmente em regiões tropicais e subtropicais. 1,2

Já no Brasil, esta planta se caracteriza por ser amplamente cultivada em quintais e muito comercializada em mercados e feiras populares, pois se sabe que aproximadamente 66% da população brasileira não possui acesso aos medicamentos convencionais para o tratamento de suas enfermidades. 3

O chá de Boldo é geralmente empregado para o tratamento de distúrbios hepáticos e gastrintestinais, como a má digestão, azia, cólica e diarreias, além de possuir ação diurética.  Atualmente tem sido fortemente reconhecido o efeito antioxidante, anti-inflamatório e hepatoprotetor do extrato da folha de boldo.Esses benefícios se devem as substâncias antioxidantes que possuem em comum o fator de conferirem o sabor amargo ao boldo: a boldina, a catequina e os flavonóides. 4,5

A boldina impede a peroxidação lipídica e sequestra os radicais livres que danificam as células, além de desempenhar ação anti-inflamatória comprovada. Alguns estudos recentes demonstram que a boldina pode evitar o estresse oxidativo decorrente da hiperglicemia em indivíduos portadores de Diabetes Mellitus tipo 2, além de auxiliar no relaxamento arterial e evitar danos renais nesta população. 6,7

Os flavonóides desempenham uma notável função antioxidante, atuando na prevenção de doenças cardiovasculares e determinados tipos de câncer, já as catequinas agem diretamente no metabolismo das gorduras e diminuem os níveis sanguíneos de colesterol total. 8,9,10

O consumo excessivo de chá de boldo pode provocar vômitos, diarreia e alterações do sistema nervoso, incluindo a neurotoxicidade. Seu consumo é contraindicado nos casos de doenças hepáticas severas, obstrução das vias biliares, cálculos biliares, infecções e câncer no pâncreas. Gestantes não devem fazer uso do boldo do Chile, já que o consumo excessivo desta planta na forma de chás ou infusões pode induzir efeitos teratogênicos, ou seja, causar má formação no feto além de possuir ação abortiva. 4,6

A ANVISA, órgão que atua juntamente com o Ministério da Saúde, regulamenta o uso do Boldo do Chile e orienta o consumo seguro de 1 a 3 gramas da folha de boldo em 150 ml de água para consumido na forma de chá. 11

Nutr.:Luiza Maria Pinheiro Cipriano

 

Batata doce não é batata

Na verdade a famosa batata doce, tão comum em inúmeros pratos da culinária brasileira, não é batata, é um tubérculo.

beneficios-batata-doce-153517305A batata doce é uma raiz, exatamente como a mandioca. Possui uma aparência rústica, de cor escura, entre o vermelho intenso, passando pelo roxo e pela marrom. Nas características nutricionais é rica em Magnésio, Potássio e Cálcio. Para a alegria dos adeptos de regimes com baixas calorias, possui menos amido que a batata comum, nesse ponto é menos calórica.

Os relatos de gastronomia identificam a região do Peru como o local que inicialmente começou a usar essa raiz na culinária. No Brasil está presente em receitas indígenas, sendo a forma assada a mais comum.
Com as viagens na época dos descobrimentos, ganhou o mundo via colonizadores espanhóis e se fez presente no dia a dia dos povos mediterrâneos, como França e Itália.
Basicamente pode ser classificada em quatro tipos, diferindo no tamanho, na cor da casca e na consistência da polpa.
Atualmente é vedete na gastronomia e já passa longe do mundano mundo das batatas fritas.

Algas, muito mais que sushi e missoshiro.

Wakame
A associação das algas com a culinária japonesa e um grande engano de conhecimento gastronômico. Na verdade a utilização das algas no preparo de pratos, sopas e conservas é um hábito difundido ao redor do mundo e facilmente identificado em análises de receitas antigas europeias, americanas (aborígenes e índios sul americanos) e em algumas regiões da África.
As algas mais estudadas estão catalogadas em diversos tratados de gastronomia japonesa e, as vezes são misturas de diversas algas, tipos de preparo e utilização.
Um dos pontos mais importantes é a forte impressão de sabor denominado Umami, sabor que lembra a carne também chamado de Quinto Sabor, e relacionado por muitos estudiosos, com a evolução do homideo carnívoro, que veio a dominar o mundo.
Algas de origem japonesa:
Kombu
Alga longa, podendo atingir até 5 metros, tonalidade verde e utilizada em sopas e ensopados. Possui forte aroma de Umami.
Nori
A alga mais difundida e mais utilizada em preparações culinárias. Na verdade é um misto de inúmeras algas (Porphyra sp) manipuladas, prensadas e cortadas em diversos formatos.
Hijiki
Possui formato longilíneo, cor escura tendendo ao verde e sabor amargo, esta incluída em pratos mais elaborados e com maior tempo de cozimento.
Kanten
Alga rústica, de cor amarela escura, utilizada na culinária de cozimento mesclado de carnes e legumes
Wakame
Alga típica do missoshiro, de sabor suave, levemente salgado
Kaiso
Na verdade, é um termo que denomina genericamente as algas. E uma mistura de diversas algas, dessa forma as suas cores podem variar entre vermelho ,marrom e diversos tons de verde.
Na culinária europeia é utilizada na preparação de bolinhos de arroz, preparados mais elaborados de frutos do mar e na finalização de saladas.
No entanto, uma nova era esta começando,muitos estudos em engenharia de alimentos utilizando o cultivo em larga escala e as alterações genéticas, poderão estimular a utilização das algas na nutrição, como componente proteico e na gastronomia como diferencial no paladar.

Frango assado sem molho é prato de aprendiz

Na verdade, um frango assado de verdade e com todo o rigor das regras de gastronomia, merece um molho adequado e saboroso, mas também fácil de fazer.
frango assadoO processo começa refogando na manteiga (1 ou duas colheres de sopa) uma cebola média micro picada. Quando os pedaços de cebola começam a murchar e mudar de cor, acrescente 1 cálice de vinho branco e deixe evaporar. Na sequência, mescle ao preparado uma colher de sopa de farinha de trigo, mexa bem para tornar a mistura homogênea e incorpore o caldo que foi retirado da assadeira, tomando o cuidado de filtra-lo, para retirar um pouco da gordura e restos de tempero. Sirva quente em uma molheira a parte.