Cravo (Syzygium aromaticum), veio das Índias e tomou posse do universo gastronômico.

2923_t1_1Originário do craveiro, uma árvore de até 12 metros de altura nativa das regiões tropicais, o cravo-da-Índia (Syzygium aromaticum) no passado era muito cobiçado por países europeus por sua importância econômica, cultural e medicinal.¹ A sua importância econômica e nutricional estaria relacionada a conservação dos alimentos e o “ disfarce” que os seus aromas causariam em alimentos deteriorados, tornando-os mais adequados ao consumo. Atualmente é conhecido por seu uso como condimento culinário em preparações salgadas (como conservante de carnes e em preparações natalinas), doces (arroz doce, canjica, doce de abóbora) e bebidas (chás, quentão e vinho quente).

Suas propriedades anestésicas e antissépticas são bem difundidas, e introduzidas na odontologia desde 1873. Culturalmente, ao mastigar um cravo pode-se eliminar uma dor bucal e também higienizá-la. ² Os chás são indicados contra náuseas e indigestões.¹

O responsável por essas funções é o eugenol, óleo essencial e majoritário, até 88,5% da composição do óleo extraído do cravo, também é o composto responsável pelo odor e sabor ardente e picante.¹ Entre outros benefícios desse óleo estão funções: antimicrobiana e antifúngica pela estrutura fenólica que provoca degeneração das membranas celulares de bactérias e fungos, antioxidante inibindo a peroxidação lipídica e anti-inflamatória por mecanismos ainda não definidos e mal conhecidos.² ³ 4

Além dos benefícios medicinais o cravo também está presente na indústria cosmética, onde sua essência entra na composição de inúmeros perfumes, cremes e uma vasta gama de produtos que utilize seu aroma marcante e único.¹
Autora: NutricionistaTamires Barrero

Referências:
ASCENÇÃO, V.L; FILHO, V.E.M.; Extração, caracterização química e atividade antifúngica de óleo essencial Syzygium aromaticum (cravo da Índia); Cad. Pesq., São Luís, v. 20, n. especial, Julho, 2013;

LINARDE, C.F.B.M; Estudo do efeito antinociceptivo do eugenol; Fortaleza, 2008;
SCHERER, R; WAGNER, R; DUARTE, M.C.T; GODOY, H.T; Composição e atividades antioxidante e antimicrobiana dos óleos essenciais de cravo-da-Índia, citronela e palmarosa; Rev. Bras. Pl. Med., Botucatu, v.11, n.4, p. 442-449, 2009.
SILVESTRIL, J.D.F; et al. Perfil da composição química e atividades antibacteriana e antioxidante do óleo essencial do cravo da Índia; Rev. Ceres. Viçosa, v.57, n. 5, p.589-594, set/out, 2010.

Canela, uma especiaria muito mais que um tempero?

canelaA canela, proveniente da casca seca da árvore Cinnamomum verum, é uma especiaria utilizada como condimento na culinária, sendo comercializada na forma de raspas, pó e rama. Atualmente, ela tem sido reconhecida pelas suas propriedades terapêuticas, graças a presença de compostos antioxidantes, polifenóis, vitaminas e minerais, como o magnésio e o cromo.4,5

A canela tem recebido destaque pela sua capacidade de regular os níveis plasmáticos de glicose, podendo tornar-se uma promissora opção alimentar em indivíduos diabéticos.1,2,5 Alguns estudos relevantes indicam que pequenas doses diárias (cerca de 3g), já exercem um efeito hipoglicemiante.5 Também foi observado que o seu consumo traz melhora nos níveis de triglicérides, colesterol total e LDL, sendo um importante aliado na prevenção de doenças cardiovasculares e síndrome metabólica.6

Outros estudos também têm mostrado que o extrato da canela é capaz de diminuir a perda da memória em indivíduos com Alzheimer, uma vez que ela inibe o acúmulo de toxinas no cérebro e dissolve as fibrilas que matam os neurônios cerebrais, diminuindo os sintomas da doença.3

Além disso, o consumo da canela também traz benefícios no funcionamento do sistema digestivo, na normalização da circulação sanguínea e no combate a infecções.5

De uma maneira geral, a canela é considerada uma especiaria segura e sem efeitos tóxicos, podendo ser consumida na forma de chá, polvilhada sobre os alimentos, como extrato ou in natura, na forma de casca.4,5

Autora: Nutricionista Michele Ribeiro

1 – AKILEN, R. et al. Cinnamon in glycaemic control: systematic review and meta analysis. Clinical Nutrition, v. 31, p. 609-615, 2012.

2 – AKILEN, R. et al. Glycated haemoglobin and blood pressure-lowering effect of cinnamon in multi-ethnic type 2 diabetic patients in the UK: a randomized, placebo-controlled, double-blind clinical trial. Diabetic Medicine, v. 27, n. 10, p. 1159-1167, 2010.

3 – FRYDMAN M. A. et al. Orally administradet cinnamom extract reduces B-Amoyloid oligomerization and corrects cognitive impairment in Alzheimer disease animals models. PLos One, v. 6, n. 1, 2011.

4 – Guia Prático de Medicina Alternativa: Descubra o que os alimentos podem fazer para a sua saúde. São Paulo: Companhia dos livros, 2004.

5- JORGE, A. R. R. V. Efeito da adição de 3g de canela (C. Burmanni), em pó, a um pastel de nata nos níveis de glicemia pós-prandial de adultos. 80 f. Dissertação (Mestrado) – Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, 2013.

6 – KHAN, A. et al. Cinnamon improves glucose and lipids of people with type 2  diabetes. American Diabetes Association, 2003.

Milho e Triptofano: Qual a relação?

MILHOUm dos principais cereais produzidos e consumidos no mundo, o milho (Zea mays L) possui sua origem na América do Sul, e constituiu a base da alimentação de várias civilizações históricas como os Maias, Incas e os Astecas. Já em terras brasileiras este cereal, esteve presente na dieta dos índios guaranis e foi fortemente incorporado aos hábitos alimentares brasileiros após a colonização portuguesa.
O milho destaca-se por ser um alimento energético, já que é fonte de carboidrato, em especial o amido e por ser rico em fibras alimentares, que auxiliam no bom funcionamento do intestino e no controle do colesterol. Este cereal também é rico em carotenoides em especial a luteína um potente antioxidante que atua na prevenção da catarata e outras doenças oculares degenerativas. Além disso, o milho possui em sua composição vitamina E, fósforo, potássio cobre, magnésio, zinco. Ressalta-se também que o milho fornece quantidades moderadas de vitaminas do complexo B, como a tiamina, riboflavina e o ácido pantotênico.
Com relação às proteínas, o milho apresenta uma quantidade significativa deste nutriente, cujos teores chegam a aproximadamente 9,5%, porém a proteína do milho é deficiente em dois aminoácidos essenciais, indispensáveis à saúde humana: a lisina e o triptofano. Este último aminoácido é fundamental para a formação de uma substância chamada serotonina, responsável pela sensação de bem-estar e otimização das funções cognitivas, como a melhora da atenção e aprendizagem.
Existem relatos de que indivíduos que consumiam uma dieta exclusiva a base de milho e consequentemente pobre em niacina e triptofano desenvolviam a Pelagra, uma doença caracterizada por lesões na pele, além de importantes alterações psicológicas provenientes da deficiência de triptofano.  Algumas das  principais fontes dietéticas de triptofano são as carnes magras, peixes,  iogurte leite, soja e a banana.
É válido ressaltar que apesar do milho ser um alimento pobre em triptofano não deve ser excluído da dieta, já que é uma importante fonte de carboidrato, fibras e antioxidades, além de ser um alimento versátil, podendo ser consumido cozido, na forma de pipoca (o ideal é que seja preparado com pouquíssima ou nenhuma gordura) e em diversas preparações.

Nutricionista: Luiza Maria Pinheiro Cipriano

Referências Bibliográficas:
MILHO, Associação Brasileira das Indústrias do (Org.). O Cereal que enriquece a alimentação humana. 2011. Disponível em: <http://www.abimilho.com.br/milho/cereal&gt;. Acesso em: 14 jun. 2014
BARROS, José F. C.; CALADO, José G.. A Cultura do Milho: ESCOLA DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA-Departamento de Fitotecnia. Universidade de Évora, Évora, p.1-52, 2014. Disponível em: <http://dspace.uevora.pt/rdpc/handle/10174/10804&gt;. Acesso em: 15 jun. 2014.
BARBOSA, Natália Alvez. Retenção de Carotenóides em Milho Verde fortificado com Vitamina A após processamento. 2013. 122 f. Tese (Mestrado) – Curso de Ciência dos Alimentos, Universidade de Lavras, Lavras, 2013.
RIOS, Sara de Almeida et .al. Carotenoides em grãos de milho verde após a aplicação de herbicidas pós-emergentes. Pesq. Agropec. Bras, Brasilia, v. 45, n. 01, p.106-109, jan. 2010.
FOOD and Agriculture Organization of the United States (FAO): Maize in human nutrition.1992 Disponível em: <http://www.fao.org/docrep/T0395E/T0395E00.htm&gt;. Acesso em: 15 jun. 2014.
VERA-GUZMAN, Araceli M.; CHAVEZ-SERVIA  J. Luis; CARRILLO-RODRIGUEZ, José C.. Proteína, lisina y triptófano en poblaciones nativas de maíz mixteco. Rev. fitotec. mex,  Chapingo ,  v. 35, n. set.  2012.
PAES, Maria Cristina Dias. O milho: a evolução do seu consumo na dieta humana através dos povos e do tempo: Jornal Eletrônico da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG). 2011. Disponível em: <http://www.cnpms.embrapa.br/grao/30_edicao/grao_em_grao_artigo_01.htm&gt;. Acesso em: 14 jun. 2014.
GIBSON, E. L. et al. Effects of acute treatment with a tryptophan-rich protein hydrolysate on plasma amino acids, mood and emotional functioning in older women.Psychopharmacology, Londres, v., n., p.1-16, 28 abr. 2014.
KOUSHAN, Keyvan  et al. The Role of Lutein in   Eye-Related Disease. Nutrients, Florida, v. 05, n., p.1829-183, 6, 22 mai. 2013.
FUKUWATARI,  Tsutomu; SHIBATA, Katsumi. Aspect  of Tryptophan   Metabolism. International Journal Of Tryptophan Research, Shiga, v. 06 n., p.3-8,21 jul.2013.

Petiscos para a copa, com saúde e muito sabor

copa-do-mundo11A Copa do Mundo está ai e não há nada melhor do que apreciar alguns petiscos enquanto assistimos a nossa querida seleção dando um show de bola no campo, certo? É possível se alimentar de forma saudável nesta época de Copa, deixando de lado alguns alimentos industrializados ricos em sódio e gordura saturada e saboreando alimentos mais saudáveis e práticos. Pensando nisso criamos 10 petiscos saudáveis e práticos para você!!!
Para vocês que não aguentam de emoção de ver seu amado time jogar e sua pressão vai para as alturas, ou até mesmo para aqueles que sofrem de pressão alta, temos algumas opções que vão deixar sua pressão no lugar.

Receitas com baixo teor de sal, poucas calorias e quase nenhuma gordura.

CARPACCIO DE ABOBRINHA
Ingredientes:
1 abobrinha
2 colheres de sopa de azeite
Pimenta rosa á gosto

Modo de preparo: Corte a abobrinha em lâminas bem finas, regue o azeite e salpique a pimenta rosa. Dica: sirva com torradas de pão sírio, biscoito de arroz, torradinhas integrais.

BRUSCHETTA SHOW DE BOLA
Ingredientes:
1 fatia de pão de forma integral;
1 fatia de peito de peru;
1 colher de sopa de cottage;
2 champignons frescos;
1 punhado pequeno de rúcula;
azeite e limão á gosto.

Modo de preparo: Leve o pão de forma ao forno por 5-8 minutos em temperatura média de 180˚C. Após retirar do forno, espalhe a cottage sobre o pão de forma integral, corte em fatias o cogumelo e disponha sobre o pão.  Corte o peito de peru em tiras finas, coloque sobre o pão acrescente a rúcula picada e tempere com azeite e limão a gosto.

DOCINHO DE DAMASCO COM CHOCOLATE
Ingredientes:
400g de damasco
200g de chocolate 70% cacau
folhas de papel manteiga

Modo de preparo: Leve o chocolate para derreter em banho-maria. Mergulhe metade do damasco no chocolate e coloque-os em uma superfície forrada com papel manteiga até secar e depois é só servir.

Quem precisa controlar a ingestão de gorduras, temos opções práticas e bem saborosas para substituir pipocas gordurosas e doces com alto teor de gordura saturada, por receitas nutritivas e com baixo teor de gordura e no final o seu coração agradece.

Receitas com poucas gorduras

SALGANHO DE SOJA
Ingredientes:
250g de grão de soja
1/3 de copo de água

Modo de preparo: Pré-aqueça o forno á 180˚C por 10 minutos. Disponha a soja numa assadeira grande para que ela se espalhe numa só camada. Leve a soja por cerca de 30 minutos até que fique dourada, retire do forno e coloque a água sobre a soja e volte ao forno até que a água seja toda absorvida. Retire e deixe esfriar para que fique bem crocante.

PIRÂMIDE DE FRUTAS COM CALDA DE IOGURTE COM MARACUJÁ
Ingredientes:
1 kiwi
1 banana
1 carambola
6 unidades de morango
12 unidades de blueberry
1 pote de iogurte grego
polpa de 1 maracujá
1 colher de sopa de mel
palitos de dente

Modo de preparo: Corte o kiwi, a banana e a carambola em fatias de 1cm. Corte os morangos ao meio. Montagem: o kiwi é a base da nossa pirâmide, então comece com o kiwi, depois em cima vem a fatia de carambola e de banana, coloque o morango em cima e espete tudo com o palito, para finalizar espete a blueberry para esconder o palito. Para a calda bata no liquidificador o iogurte, o maracujá e o mel até formar um creme homogêneo. Coloque o creme em um pote para servir junto com a pirâmide de frutas. Dica: procure usar palitos coloridos  ou com detalhes diferentes.

TRIÂNGULO DE TAPIOCA
Ingredientes:
200g de goma de tapioca
½ maço de rúcula
20 unidades de tomate  seco
20 unidades de mussarela de búfala
palitos de dente
azeite a gosto

Modo de preparo: Coloque a frigideira no fogo alto, espere ela esquentar e baixe o fogo. Coloque 2 colheres de sopa de tapioca e vá espalhando dentro da frigideira. Assim que a tapioca estiver firme, vire com ajuda da espátula. Retire a tapioca da frigideira e corte em quatro pedaços formado 4 triângulos. Para montar pegue uma fatia de tapioca disponha as folhas de rúcula sobre a tapioca, coloque o tomate seco e a mussarela de búfala por cima, regue com azeite. Para finalizar junte as pontas e espete o palito de dente.

E para você que quer manter a forma e evitar os quilinhos extras, temos receitas especiais para você, com ideias práticas e com muito sabor e sem perder a forma.

Receitas com poucas calorias

SALGADINHO DE GRÃO-DE-BICO PICANTE
Ingredientes:
1 colher de café de pimenta jamaica
1 colher de café de chilli
1 colher de café de pimenta do reino preta
1 colher de café de pimenta caiena
400g de grão-de-bico
2 colher de sopa de azeite
1 colher de café de sal (preferir sal rosa do himalaia, pois é rico em minerais)

Modo de preparo:
1. Pré-aqueça o forno á 180˚C;
2. Lave bem o grão-de-bico e seque com papel toalha;
3. Misture todos os ingredientes em um recipiente e espalhe em uma forma, deixe assando por volta de 20 a 30 minutos até que fiquem dourados e crocantes. Obs: este salgadinho é o substituto do amendoim.

BARQUINHA DE ENDÍVIA COM FRANGO DESFIADO

Ingredientes:
8 folhas grandes de endívias
½ xícara (chá) de cebola picada
1 xícara (chá) de tomate cortado ao meio
½ xícara (chá) de azeitona pretas
1 peito de frango cozido e desfiado
1 pote de iogurte desnatado
3 colheres de sopa de cheiro verde
1 colher de sopa de ervas finas
3 colheres de sopa de azeite de oliva
1 colher de sopa de folhas de tomilho
Sal a gosto
Pimenta biquinho para decorar

Modo de preparo: Separe as folhas da endívia e reserve. Misture em uma tigela, o frango, o iogurte, o cheiro verde, as ervas finas, o tomate, a azeitona, o azeite de oliva, o tomilho, o sal até formar uma mistura homogênea. Recheie as folhas de endívia com essa mistura, decore com pimenta biquinho e sirva.

NUGGETS DE QUINOA

Ingredientes:
200g de frango cozido (peito);
4 colheres de sopa de quinoa em flocos;
1 colher de chá de cúrcuma
1 clara de ovo;
2 colheres de sopa de água;
1 dente de alho
½ cebol
3 colheres de sopa de salsinha picada
Pimenta do reino e sal á gosto.

Modo de fazer: Bater no processador o frango cozido com os temperos e a água, até obter uma massa homogênea. Fazer as bolinhas em formato de nuggets, passar na clara de ovo e depois na mistura de quinoa em flocos com cúrcuma. colocar em uma forma untada e leva ao forno á 180˚C  por 10 – 12  minutos de cada lado ou até ficarem crocantes.

 GRISSINI COM PESTO DETOX
Ingredientes:1 pacote de grissini integral

Pesto detox:
1/2 xícara de pinoli
3 xícaras couve manteiga sem o caule
½ maço de salsinha
2 xícaras de folhas de manjericão frescos
4 dentes de alho
1/4 de xícara de azeite de oliva extra virgem
Sal a gosto

Modo de preparo: Adicione todos os ingredientes no liquidificador e bata até formar uma massa homogênea.  Sirva como acompanhamento do grissini.

Nutricionistas:
Carolina A. Figueiredo e Catharina Callil João Paiva – Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia

Physalis a fruta que conquista admiradores


downloadPhysalis a fruta que conquista admiradores

Envolta por um casulo de folhas finas e douradas e em formato de cálice, a Physalis (Physalis peruviana L.), é oriunda da América do Sul e tem recebido grande destaque pela sua composição nutricional, em decorrência da presença de compostos biologicamente ativos que promovem benefícios a saúde e diminuem os riscos de algumas doenças como câncer, malária, asma, hepatite, dermatite e reumatismo.1,2,3,4 Atua como hepatoprotetor, antiespasmódico, diurético, anti-séptico, antialergênico,  antiviral, vasoprotetor, sedativo e analgésico, possuindo ação antimicrobiana efetiva principalmente no tratamento de infecções de garganta e na eliminação de parasitas intestinais.2,3,5
É uma fruta rica em fitoestérois, vitaminas A, E, C, K e do complexo B, além de fornecer alguns minerais importantes como fósforo, ferro, potássio e zinco.2,5 Ela Possui ainda alto teor de fibras, sendo que a pectina atua como regulador intestinal.2 A atividade no sistema imunológico é efetivada através do fitoquímico Physalina, podendo evitar a rejeição a órgãos transplantados, além de diminuir o LDL-Colesterol e a glicemia.1,3

Pode ser consumida in natura ou processada para receitas. Como apresenta alta perecibilidade, o processamento da fruta em outros produtos (geleias, sucos e compostas) é capaz de prolongar sua vida útil, uma vez que enquanto a vida de prateleira da fruta com o cálice é de um mês, a fruta sem o cálice pode durar somente cinco dias e a manipulada em doces possui prazo de validade de até 12 meses..1,2,3,6 Há também a versão desidratada, sendo essa mais facilmente encontrada, porém pode conter menor quantidade de compostos bioativos em comparação a fruta in natura.2,3

Como a maioria é importada, seu custo pode ser elevado. O valor da embalagem de 80g pode variar entre 8 e 10 reais no comércio paulista. Porém, por se tratar de uma fruta com alto valor de mercado, alguns produtores brasileiros tem demonstrado interesse na sua produção, o que pode futuramente diminuir seu preço na hora da compra.1,7

Autora: Nutr. Carla Moura

Referências:

1-LICODIEDOFF, Silvana. Caracterização físico-química e compostos bioativos em physalis peruviana e derivados. 2012. Tese (doutorado em Engenharia de Alimentos, Setor de Tecnologia) Programa Pós-Graduação em Engenharia de Alimentos, Setor de Tecnologia, Universidade Federal do Paraná.

2- IZLI, Nasmi et al. Effect of different drying methods on drying characteristics, colour, total phenolic content and antioxidant capacity of Goldenberry (Physalis peruviana L.). International Journal of Food Science and Technology, v.49, p.9–17, 2014.

3- VALDENEGRO, M et al. The Effects of Drying Processes on Organoleptic Characteristics and the Health Quality of Food Ingredients Obtained from Goldenberry Fruits (Physalis peruviana). Scientific Reports, v.2, n.2, 2013.

4- NAMIESNIK, Jacek. In Vitro Studies on the Relationship Between the Antioxidant Activities of Some Berry Extracts and Their Binding Properties to Serum Albumin. Appl Biochem Biotechnol, v.172, p.2849-2865, 2014

5- PERK, Basak Ozlem et al. Acute and Subchronic Toxic Effects of the Fruits of Physalis peruviana L. Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine, 2013.

6- RUTZ, Josiane K. et al. Geleia de physalis peruviana l.: caracterização bioativa, antioxidante e sensorial. Alim. Nutr. Araraquara, v. 23, n. 3, p. 369-375, jul./set. 2012.

7-IANCKIEVICZ, Alessandra et al . Produção e desenvolvimento da cultura de Physalis L. submetida a diferentes níveis de condutividade elétrica da solução nutritiva. Cienc. Rural,  Santa Maria ,  v. 43, n. 3, Mar.  2013

 

 

 

 

 

Aviú, o micro camarão dos chefs da região amazônica.

aviuEles existem ao redor do mundo e já contam 14 espécies catalogadas, os nomes variam, desde aviú no Brasil, terasi na Indonésia, jeung na China, e por ai afora. Na verdade, esses moluscos famosos na culinária, possuem épocas certas de maior abundancia nos rios e águas salobras, geralmente após o período das chuvas.

O tamanho pode variar de 1 a 4 cm, cor vermelho rosáceo a vermelho escuro, olhos salientes e pretos. Possui um forte sabor que lembra a ovas de peixes, os mais entusiastas referem o sabor de ovas de caviar.

Na culinária, depois de limpos e dessalgados, são muito utilizados na composição de molhos para massas, farofas mais incrementadas ou recheios variados para peixes. Os grandes chefs comumente utilizam uma pasta alimentar composta por esses micro crustáceos para moldar o sabor e aroma de inúmeros molhos e caldos curries.

A verdadeira Bruschetta é “Al Pomodoro”

italian-bruschetta-food-isolated-white-6679253O tradicional prato, sempre servido como entrada, nas diferentes regiões da Itália, requer cuidados no preparo, mas permite diversas adaptações aos paladares ou aos ingredientes disponíveis.

De início a palavra bruschetta deriva de bruscato, pão torrado. Na verdade, a fatia de pão deve ser levemente “marcado na grelha”.  Inicialmente o pão ainda quente é temperado com sal, recebendo por cima um fio de azeite.

As regiões, nas quais a popularização da bruschetta domina os cardápios, como o Lazio, Abruzzo, Toscana e Umbria, as receitas variam de acordo com as disponibilidades dos produtos regionais e da criatividade dos cozinheiros, mas certamente, o tomate, azeite, alho, sal e manjericão formam o esquadrão de frente de qualquer cardápio.

No preparo, o tomate sem pele, deve ser  cortado em pequenos cubos, na sequencia temperado com azeite e sal. O alho, componente importante do sabor, deve ser esfregado sobre cada fatia do pão, de forma vigorosa para deixar um gosto residual característico.

O pão coberto pelos cubos de tomate, distribuídos uniformemente e novamente cobertos por um fio de azeite deve ser levado ao forno previamente aquecido. O ponto final do preparo é caracterizado pelo início da mudança de cor das bordas, como que ficando com aspecto de torradas!

Nesse momento devem ser retirados do forno, receber folhas de manjericão sobre a cobertura e servidas ainda quentes.